Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Senado aprova MP 656 que prevê anistia aos clubes

Mas senador Jucá avisou que Palácio do Planalto pretende vetar o artigo que beneficia os times de futebol

POR CRISTIANE JUNGBLUT

O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira a Medida Provisória 656, que prevê uma anistia aos clubes de futebol e vários benefícios fiscais. Mais cedo, a Câmara já tinha aprovado a MP. A proposta vai agora à sanção da presidente Dilma Rousseff. E o Palácio do Planalto, segundo o relator Romero Jucá (PMDB-RR), avisou que Dilma vai vetar o artigo que concede a anistia aos times de futebol.

O texo original do governo foi totalmente modificado no Congresso, com a inclusão dos chamados "jabutis". A votação da MP no Senado foi simbólica.

— O governo já informou que não tinha compromisso com essa proposta e que pretende vetar esse trecho sobre os clubes de futebol e discutir esse assunto — disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da MP na comissão especial que analisou o assunto.

Jucá fez esse anúncio depois de ser cobrado pelo líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP), sobre a proposta que beneficia os clubes.

— Somos contra esse jabuti — disse Randolfe Rodrigues.

O texto final da MP 656 virou uma verdadeira "colcha de retalhos", com 43 temas que não estavam na proposta original enviada pelo governo ao Congresso. As mudanças foram incluídas pelo relator da MP na Comissão Especial, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

A MP 656, prevê a renegociação das dívidas dos clubes de futebol sem qualquer contrapartida de melhoria de gestão e transparência. O texto, que não constava na versão original da medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff, parcela em até 240 meses (20 anos) as dívidas dos clubes com a Receita Federal, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e o Banco Central. O novo texto que anistia os clubes também concede descontos de 70% nas multas isoladas e de 30% dos juros. Segundo parlamentares, a dívida dos times com o Fisco é estimada em R$ 3,7 bilhões.

O líder do PSOL, Randolfe Rodrigues (AP), disse que recebeu compromisso do líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), de que a anistia será vetada.

O Ministério do Esporte já anunciou que é contra a renegociação de dívidas sem a exigência de melhorias na administração dos times.

A MP 656 trata de assuntos variados e concede uma série de incentivos fiscais, como a redução de alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins.

Fonte: O Globo

sábado, dezembro 13, 2014

Os 10 Maiores Clássicos do Futebol Brasileiro

futebolbrasileiro

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Fundamentado na longa pesquisa que resultou no livro: Clássicos do Futebol Brasileiro, que lancei este ano, com o amigo Marcelo Unti (e que pode ser adquirido através do e-mail jrssjr@uol.com.br), tenho desenvolvido novos trabalhos e projetos relacionados com os clássicos brasileiros.

Ao longo de alguns anos pesquisei mais de 300 clássicos de todo o Brasil.

Curiosidades, Estatísticas, Histórias, Estórias, Declarações de Torcedores e tudo o que foi possível ser registrado serviram de base para a construção desta base de conhecimento.

Somado a isso, a leitura de reportagem publicada na mais recente edição da revista Four Four Two, de dezembro de 2014 sobre os Dez Maiores Clássicos do Futebol Mundial, resolvi fazer análise similar considerando os oito critérios que fundamentaram o estudo da publicação inglesa.

Em vez dos 10 maiores clássicos do futebol mundial, considerei os 10 maiores clássicos do futebol brasileiro a partir dos seguintes critérios:

  1. História: tradição que envolve as equipes;
  2. Estrelas: jogadores que atuaram;
  3. Atmosfera: rivalidade e clima que envolve a partida;
  4. Técnicos: técnicos que participaram;
  5. Drama: dramaticidade nas partidas realizadas;
  6. Torcedores: comportamento e fanatismo dos torcedores;
  7. Competitividade: relevância dos clássicos na história do futebol;
  8. Apelo Nacional: interesse nacional em acompanhar a partida (diferentemente da revista que considerou como critério o Apelo Global)

Para cada um dos critérios, foi atribuído um valor de 1 a 10. O valor máximo (somatória total) a ser obtido era de 80.

Outra premissa adotada diz respeito ao fato de ter sido considerado apenas um único clássico por estado.

Sendo assim, há clássicos que não fizeram parte da lista final, por não terem sido avaliados como os maiores de seu estado, dentre eles o mais antigo do Brasil, Fluminense x Botafogo, sequer aquele que envolve as duas equipes que mais vezes venceram a Taça Libertadores da América, Santos e São Paulo.

Por fim cabe ressaltar que as avaliações apresentadas não se concentram em um determinado período da história tão pouco ao entendimento em certa região do país. Sendo assim não é um retrato atual da situação do clássico em nosso país, tão pouco o ponto de vista de um determinado estado, mas um entendimento sistêmico, federativo e de mais de 100 anos.

Seguem os resultados:

classicosbrasileiros0812

Trata-se de uma análise empírica, sem estreito fundamento técnico, mesmo porque o futebol é assim.

Certamente cada pessoa envolvida, ou não, com futebol tem sua própria lista com suas preferências e critérios próprios.

Caso tenha interesse em ter mais detalhes sobre os critérios e valores atribuídos, fico a disposição por este e-mail.

jrssjr@uol.com.br

Dentro das próximas semanas, serão apresentados outros estudos sobre este tema.

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quarta-feira, dezembro 10, 2014

Com novos estádios, Brasileirão tem R$ 40 mi a mais em bilheteria

Apesar disso, menos de 50% das novas arenas foram ocupadas no torneio

Com novos estádios, Brasileirão obtém R$ 40 milhões a mais com bilheteria

A cada Campeonato Brasileiro, os torcedores ficam mais acostumados às novas arenas. Neste ano, Corinthians, Inter, Atlético Paranaense e Palmeiras estrearam novas estruturas. Assim, público e renda subiram em 2014.

No ano passado, foram gerados R$ 176 milhões em bilheteria. Agora, o número chegou a R$ 216 milhões. Por jogo, isso representou R$ 100 mil a mais em arrecadação, em média. Além da bilheteria, a média de público também apresentou alta, passando de 15.746 para 16.956.

O maior símbolo do quanto as finanças sobem com as novas arenas é o Corinthians. Em 2013, sem novo estádio, o time arrecadou R$ 15 milhões. Neste ano, com 15 jogos na Arena, a arrecadação foi o dobro: R$ 31 milhões.

O Palmeiras é outro a mostrar a diferença da casa nova. Em dois jogos no Allianz Parque, arrecadou R$ 7,8 milhões. Nas outras 17 partidas, foram R$ 8,7 milhões.

Leia mais:
Análise: É preciso de tempo para acabar com velhos hábitos nos estádios

Apesar disso, há espaço para crescer. Mesmo os estádios novos têm menos de 50% de sua capacidade ocupada, explicitando um potencial ainda inexplorado no futebol brasileiro pós-Copa do Mundo. O Maracanã ficou com 25 mil pessoas de média, deixando 40 mil lugares abertos. Em seu segundo ano, a Arena do Grêmio conseguiu avanços nesse sentido, com 22,3 mil pessoas em média contra 20,3 mil de 2013.

Campeão mesmo foi o Cruzeiro. Além do título em campo, o time ficou com 29,6 mil pessoas de média. O clube passou o Corinthians na última rodada e ficou com a melhor média de público do Brasileiro. Graças ao bom desempenho, arrecadou ao todo R$ 27,5 milhões.

Veja abaixo alguns números relativos à competição.

Por: Máquina do Esporte
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quinta-feira, novembro 20, 2014

74,6% dos brasileiros enxergam benefícios e aprendizados deixados pela Copa, segundo Nielsen

Copa do Mundo deixa legado humano e aprendizados para os jogos Olímpicos Rio 2016

São Paulo, Brasil (novembro de 2014) – A Nielsen Sports apresenta estudo consolidado sobre resultados pós-copa. A pesquisa apresentada esse mês revela que apesar de um início complicado e sem apoio de muitos brasileiros, a Copa do Mundo conquistou torcedores de todos os países e foi classificada como ‘A Copa das Copas’.

Segundo a pesquisa realizada pela Nielsen Sports, o clima em relação ao evento apresentou uma grande melhora, tanto que 76,4% dos brasileiros indicam que o evento deixou algum tipo de legado, sendo a interação humana o principal deles, com 38% das citações. Na sequência aparecem legados como esportivo (27%), urbano (24%), econômico (9%) e ambiental (2%). “O Mundial ficou marcado, principalmente, pela interação humana, que foi o ponto alto do evento. A união entre os torcedores brasileiros e de outras nacionalidades despertou a atenção. Além disso, a receptividade dos brasileiros, a participação dos voluntários e as estruturas das arenas também agradaram, favorecendo a melhora do clima”, comenta o diretor de Nielsen Sports, Thiago Maia.

Para 14,8% dos entrevistados, que tiveram a oportunidade de ver ao menos um jogo nas arenas, a experiência foi marcante. A segurança e a presença de pessoas treinadas para auxiliar foram os quesitos melhor avaliados, enquanto o valor dos artigos vendidos no local e a alimentação oferecida deixaram a desejar.  O quesito transporte dividiu opiniões, sendo que no Sudeste ele foi destaque como ponto positivo, enquanto no Nordeste negativo. 

Apesar da derrota do Brasil em campo, a imagem dos atletas continuou em alta, confirmando o bom potencial de marketing para marcas patrocinadoras. O N-Score, estudo da Nielsen Sports consolidado nos EUA que avalia a imagem de personalidades do mundo inteiro, mostrou que Neymar, David Luiz e Thiago Silva estão no grupo de atletas mais lembrados e admirados pelos brasileiros, ocupando três das cinco primeiras posições do ranking, e superando outros 45 nomes de atletas atuantes no cenário esportivo brasileiro.

O evento refletiu também de forma positiva no consumo, principalmente, nas cidades do Nordeste e do Sudeste do país. 84,7% dos entrevistados assistiram aos jogos em casa com a família ou com os amigos – o que contribuiu diretamente para o crescimento de 6% da Cesta Copa do Mundo*, composta por produtos que os torcedores declararam consumir durante o evento. Cerveja foi uma das categorias que mais contribuiu para esse crescimento, variando 9,4% no período, assim como industrializados de carne (embutidos como linguiça e salsicha), com 16,3%.

Além de destaques em cidades-sede como Fortaleza e Salvador, onde se notou um elevado consumo fora do lar, o interior de SP também impulsionou a Cesta Copa do Mundo, sendo a região que mais contribuiu para o seu crescimento, com uma alta movimentação dentro do lar, esperado pelo fato de a área não ter recebido os jogos.     

Esse aumento de consumo no país foi sentido, sobretudo, em lares com maioria fã de futebol, que representam 18% do total e são predominantemente de nível socioeconômico alto, com três ou mais pessoas e sem crianças. Neles, a cesta da Copa representou 45% dos gastos no período.

“Apesar do cenário incerto até o começo do evento, a Copa do Mundo impactou de forma positiva as pessoas, as marcas e o consumo. O evento deixou o país mais preparado para receber os Jogos Olímpicos”, conclui Thiago Maia.

Sobre a Nielsen Sports

Essa frente de atuação da companhia tem como objetivo entender e mapear as relações entre consumidores, eventos, marcas e esportes para gerar insights e recomendações para o mercado, além de criar uma base histórica e acumulativa de dados relativos à indústria do esporte.

Sobre a Nielsen

Nielsen Holding N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informação e pesquisa com posições de liderança nos mercados de marketing e informação do consumidor, televisão e mensuração do outros meios, inteligência online, pesquisa de celulares, feiras e propriedades relacionadas. A Nielsen está presente em aproximadamente 100 países, com sedes em Nova Iorque, EUA, e Diemen, Holanda. Para mais informações, por favor visite www.nielsen.com

Dia histórico: aprovada Lei Estadual de Incentivo ao Esporte

Lei permitirá que pessoas físicas e jurídicas destinem recursos para projetos esportivos

 

A manhã desta quinta-feira (20/11), entra para a história do esporte cearense como o dia em que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALCE) a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte.

 

A votação que foi acompanhada de perto pelo Secretário do Esporte do Estado do Ceará, pelo Conselho do Desporto e por dirigentes de diversas federações esportivas, cria a Lei Nº 97/14 que dispõe sobre a concessão de incentivo fiscal para fomentar projetos de caráter desportivo e paradesportivo, mediante patrocínio ou doação de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

 

Desta forma, a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte deve fortalecer as atividades de caráter desportivo ao permitir que pessoas físicas e jurídicas destinem parte dos tributos para projetos esportivos, em especial, as modalidades já trabalhadas pela Sesporte como, por exemplo, o esporte educacional, de rendimento e de participação.

 

Sérgio na ALCE

 

A aprovação da lei foi saudada pelos deputados presentes na Casa, dentre eles os deputados estaduais Gony Arruda (PSDB), Lula Moraes (PCdoB) e Deputado Estadual Mauro Filho (PROS) que, em fala, ressaltaram o papel da iniciativa de democratização para a promoção do esporte como ferramenta de inclusão.

 

Para o Secretário do Esporte, Gilvan Paiva, o esporte cearense ganha um importante instrumento legal de fortalecimento da política pública, democratizando os investimentos  para atletas, possibilitando assim o fortalecimento do deporto através da formação de toda uma nova geração de esportistas.

 

 

 

Saiba mais

 

A Secretaria do Esporte do Estado do Ceará (Sesporte) e o Conselho do Desporto realizaram uma série de atividades para discutir a Lei Estadual e a Lei Nacional de Incentivo ao Esporte com o intuito de demonstrar a importância deste instrumento legal para os atletas cearenses.

 

Conheça a lei

 

Informações à imprensa:

Marina Valente

Assessoria de Comunicação da Secretaria do Esporte do Estado do Ceará

terça-feira, novembro 04, 2014

As lições do indiano que quer mudar a vida de bilhões de pessoas

Sartaj Anand acredita no poder social das empresas ao mesmo tempo que aconselha os empreendedores a cuidarem mais de si

Sartaj Anand, fundador do Billion Strong (Foto: Divulgação)

Sartaj Anand, fundador do Billion Strong (Foto: Divulgação)

Sartaj Anand é um empreendedor que trocou as empresas que buscavam apenas lucro para se dedicar ao empreendedorismo social. Para esse indiano, pensar no impacto social de qualquer negócio deve ser algo natural e negligenciar esta está tendência pode até mesmo acabar com uma empresa.

Fundador da Egomonk, uma consultoria de gestão que ajuda negócios a lembrarem dos seus reais propósitos, Anand entrou em uma nova jornada: a de mudar as vidas de bilhões de pessoas com a ONG Billion Strong.

Em entrevista para Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o empreendedor - que participa do Social Good Brasil 2014, evento realizado em Florianópolis (SC) - falou sobre esse novo projeto e as lições e conselhos que aprendeu trabalhando com empreendedorismo social.

Por que você decidiu focar seu trabalho no Empreendedorismo social?
Eu trabalhei para empresas com fins lucrativos no passado e notei dois pontos importantes. Primeiro, o dinheiro parecia ser o único critério de sucesso para esses empreendimentos e isso me parecia superficial e insatisfatório. Segundo, todos os dias esses negócios eram confrontados com escolhas que afetam a rentabilidade, pessoas e nosso planeta. Por isso decidi me concentrar no empreendedorismo social, porque eu sentia que todo negócio tinha uma obrigação de servir a sociedade e criar valores sociais e econômicos para todos os stakeholders. Na verdade, isso é a ordem natural de qualquer organização, e se ela escolhe ignorar o aspecto social do comércio ela irá comprometer sua estrutura.

Você poderia explicar um pouco sobre a Billion Strong?
Ela é uma empresa sem fins lucrativos que estou estabelecendo e tem o propósito de se concentrar em problemas e soluções que afetariam bilhões de vidas. Nesse contexto, identificamos arte, cultura, nutrição, mobilidade, tecnologia e religião como os seis pilares de nossas atividades. Além disso, nosso primeiro projeto, chamado The Space, tentará reutilizar espaços religiosos como espaços comunitários e criar uma rede global  similar ao Airbnb para lugares como esses. O primeiro piloto acontecerá no Oriente Médio e no norte da África.

Como essa ideia surgiu?
Eu a tive porque senti um espaço no mercado para uma organização massiva, como Coca-Cola ou Procter & Gamble, que trabalhasse com os maiores desafios da humanidade na perspectiva da caridade e não do comércio. Isso também refletia minha escolha de construir um legado usando todas as habilidades pessoais e profissionais que eu acumulei ao longo dos anos trabalhando com gigantes comerciais.

Você acha que toda empresa deveria pensar na parte social do negócio?
Como eu disse anteriormente, toda organização tem uma parte social inerente e seria sábio dos empreendedores e dos stakeholders dela reconhecer e se comprometer com esse aspecto social. Empresas deveriam lidar com suas escolhas de forma a enxergar esse componente como uma oportunidade para eles explorarem, ganhando, assim, visibilidade, viralidade, lealdade de marca, maior faturamento ou qualquer outro objetivo que eles imaginarem.

Qual foi a maior lição que você aprendeu como empreendedor?
Eu aprendi duas importantes lições. Primeira, você só deve fazer uma venda uma única vez. Se você precisa convencer alguém a comprar novamente, você provavelmente está fazendo algo errado. Segunda, cuide mais de você. Empreendedores colocam muito deles mesmos nos seus negócios e muitas vezes sacrificam suas saúdes e relacionamentos.  Eu já estive nessa posição, e me desgastei completamente e agora tomei uma decisão consciente de cuidar de mim.

Que conselhos você daria para uma pessoa que está querendo abrir um negócio com algum impacto social?
Eu interpreto uma pessoa que quer abrir um negócio, especialmente um empreendimento social, como uma pessoa com ambição, desejo e responsabilidade de não apenas crescer, mas ajudar aqueles em volta a crescer também. Meu conselho para essas pessoas é se apegar e sempre se lembrar do propósito pelo qual abriram suas empresas nos tempos difíceis. Sempre haverá dias escuros em que você precisará se lembrar disso.

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terça-feira, outubro 14, 2014

Marcelo Chamusca, treinador do Fortaleza

Profissional fala sobre trabalho na temporada e aproveitamento ótimo na Série C

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Foto: Nodge Nogueira

Bruno Camarão / Universidade do Futebol

Entre 20 times, o melhor aproveitamento. A conquista de quase 65% dos pontos disputados passa por um trabalho iniciado no ano passado. O comando técnico é de um ex-jogador chamado “Marcelo”. Não, não estamos falando do Cruzeiro.

Na Série C do Campeonato Brasileiro, a grande sensação da temporada é o Fortaleza, treinado por Marcelo Chamusca. Irmão de Péricles, começou a carreira como auxiliar em diversos clubes. Passou por categorias de base, área administrativa, até em 2012 assumir a primeira equipe principal – o Vitória da Conquista, para em seguida trabalhar no Salgueiro.

No fim do ano passado, Chamusca foi contratado pelo Fortaleza, clube atual. Em novembro, completa um ano à frente dos cearenses, e até agora soma apenas três derrotas ao longo de todo o ano.

Chamusca

Além disso, com o fim da primeira fase da terceira divisão nacional, o “Leão do Pici” tem a melhor campanha (64,08%) entre todos os competidores. E, comparando com clubes das séries A e B, o desempenho só não é melhor do que o Cruzeiro, de outro Marcelo – Oliveira, ex-atacante do Atlético-MG.

“É um grupo muito bom em termos de preparação. Tenho uma forma de liderar que costumo compartilhar todas as tomadas de decisão no planejamento da semana de treinos. A ideia é fazer treinos diferentes a cada dia, estimulando a parte cognitiva dos atletas. E o departamento de futbol, como um todo, tem toda a liberdade pra me dar um feedback”, explica Chamusca.

Vice-campeão cearense, ele foi eleito o melhor treinador treinador do Estadual, mesmo com a perda do título para o rival Ceará. Algo que orgulha Marcelo, que trabalhou no Al Jaish e no Al-Arabi Sports Club, do Qatar, e no Oita Trinita, do Japão.

“O futebol é um espaço importante pra trabalhar a inclusão social. Por todos os lugares que passo, procuro bater muito na tecla da administração da carreira dos jogadores. Temos de ter esta preocupação, especialmente na base. Além de nos atentarmos à qualidade do jogo e aos resultados”, indica.

Nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol, uma semana antes do duelo contra o Macaé, pelas quartas de final da Série C, Chamusca fala ainda sobre a preocupação dele em relação ao futuro do futebol brasileiro.

“No Brasil, a captação de talentos até é feita com certa qualidade. Precisamos melhorar a formação dos treinadores de base. Deve haver um currículo mais homogêneo. Passei pelo Qatar e pelo Japão e a realidade é um pouco diferente. Na Europa, existe uma linha de qualificação já consolidada. Há um ponto falho por aqui”, finaliza.

Ouça a íntegra ali: Files/PodCastEntrevista/UDOF EN MCHAMUSCA 1010.mp3


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sexta-feira, outubro 03, 2014

Entrevista] Amir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva

Amir Somoggi

A Copa do Mundo passou e os velhos problemas do futebol brasileiro permaneceram. Ou melhor, continuaram. O calendário, o adiantamento das cotas de televisão, clubes sem patrocínio master, a falta de ativação, são alguns dos pontos mais alarmantes.

Para nos dar um contexto muito mais amplo deste atual momento que atravessa a modalidade, conversamos com o consultor esportivo Amir Somoggi, um dos nomes mais respeitados do marketing esportivo do Brasil.

Nesta entrevista, Amir destacou o motivo pelo qual o dinheiro investido pela Globo e Caixa Econômica – que detém o maior número de clubes patrocinados, não foi suficiente para amenizar os problemas enfrentados pelas equipes. Ao mesmo tempo, o consultor apresentou algumas soluções para que, enfim, o nosso cenário vislumbre mudanças.

 

MKT ESPORTIVO: Amir, passado apenas dois meses da Copa do Mundo e toda a expectativa criada em torno dela,  ainda assim, os assuntos do momento são racismo e crise na arbitragem. Tomando como base este cenário, que analise você faz do atual momento do futebol brasileiro.

Amir Somoggi: Os episódios de racismo e crise na arbitragem são casos isolados, mas frutos de um problema maior, que é o de gestão do futebol brasileiro. A Copa do Mundo foi um sucesso dentro de campo, mas passou como um raio; foi um oásis num ambiente de má administração do futebol nacional. A verdade é que, ao contrário do que algumas pessoas mais otimistas chegaram a imaginar, a Copa não solucionou os graves problemas estruturais do nosso futebol. Houve, sim, um momento fantástico em âmbito desportivo. Mas, ao final do torneio, tudo voltou a ser como era antes.

 

Seu estudo sobre o cenário do futebol brasileiro publicado em maio deste ano mostra um crescimento muitíssimo baixo de receitas dos clubes entre as temporadas 2012 e 2013 (3.089 bi contra 3.096 bi, crescimento de 0,2%). Ainda de acordo com o estudo, a quota relativa à Publicidade e Propaganda cresceu apenas 1% no período. Você acha que há um entendimento total dos clubes a respeito do que é fazer marketing esportivo, valorizar a imagem institucional e focar no torcedor, que é o seu consumidor e principal fonte de receita?

Essa é a grande questão. O estudo mostrou que as receitas não estão mais crescendo de forma significativa nos últimos anos. Em 2012 houve um incremento em função da renegociação das cotas de tevê pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, com os clubes; no ano passado, houve um aporte da Caixa Econômica Federal, que se tornou patrocinadora master de diversas agremiações. Mas nem o dinheiro da Globo, nem o aporte da Caixa foi suficiente para mudar o cenário da Publicidade e da Propaganda no futebol brasileiro. Historicamente, os clubes sempre viveram com exposição de suas marcas na mídia, e só. No entanto, há várias outras ações que poderiam ser desenvolvidas por eles, junto às empresas e aos torcedores. Na verdade, hoje os clubes são reféns desse modelo. Com isso, os patrocinadores do setor privado não veem os clubes como plataformas de negócios, mas sim plataformas de mídia, apenas. Ainda que ser um plataforma de mídia seja importante para o clube e para a empresa, este não é o único canal para se fazer comunicação com o mercado consumidor. Infelizmente, ainda engatinhamos nesse aspecto.

No próximo mês de novembro você é um dos nomes presentes no MKT no Futebol – Master em Marketing Esportivo com ênfase em Futebol e debaterá justamente o tema da pergunta anterior, “Branding e a crise no mercado brasileiro de patrocínio no pré e pós-Copa”. Não abrindo todo o conteúdo que você abordará no dia do curso, mas alimentando a curiosidade dos que estarão presente, nos diga o por quê desta crise?

São vários os fatores responsáveis por esta crise de gestão pela qual passa o futebol brasileiro. Mas, em minha aula, vou abordar um deles, em especial. Tentarei mostrar à turma que, antes de buscar o faturamento, o clube deve investir na sua própria marca; precisa fazer um bom trabalho de branding para chamar a atenção do mercado. Quando está tudo bem, o clube não precisa se esforçar tanto nessa frente – ainda que, particularmente, eu não concorde com isso. Mas, com o mercado em retração, o clube precisa ser mais criativo. Na minha opinião, vivemos dois problemas: um de criatividade dos profissionais de Marketing esportivo e outro macro, econômico. O Produto Interno Bruto (PIB) do esporte brasileiro movimenta mais de R$ 70 bilhões. Entretanto, o mercado publicitário, as agências e os próprios anunciantes não conseguem perceber o retorno de um eventual investimento feito no esporte. E isso, muito em função da falta de ação – e de criatividade – por parte dos clubes.

 

Recentemente, o Lance divulgou uma pesquisa a respeito da lembrança do torcedor sobre o patrocinador de sua equipe. O destaque fica para a relação Atlético/MG – BMG, líder do ranking com 38% de share of mind. O banco mineiro, por sua vez, utiliza o futebol como mera plataforma de mídia, mas consegue ter o maior índice de lembrança. A que se deve este fato?

Mais uma vez, não acho que seja apenas um único fator que tenha levado a esse resultado. No caso do Atlético Mineiro, a lembrança do Banco BGM pode ter se dado porque a instituição também é uma marca do próprio estado de Minas Gerais, ou mesmo porque leva a sigla do estado no nome. Há, ainda, o componente de fanatismo da torcida do Atlético, uma das suas marcas registradas. Mas essa pesquisa, na verdade, acendeu um sinal amarelo no mercado. Os resultados são preocupantes, visto que os torcedores, que nada mais são do que consumidores, não se lembraram de marcas associadas ao seu clube do coração. E há muito clube que recebe mais dinheiro de seus patrocinadores que o Atlético Mineiro, mas nem assim houve retenção de marca desses investidores pela torcida. Por quê? Porque falta ativação de patrocínio. Sem ativação, é muito dinheiro investido e pouco retorno efetivo obtido.

 

Hoje, o foco está na Major League Soccer, que apesar de muito nova, está crescendo a passos largos nos EUA. Enquanto novas equipes entrarão na liga em 2015, e com elas a presença de Kaka, Lampard e Villa, os gigantes da Europa também utilizam o país para pré-temporadas e relacionamento com o fã norte-americano. De fato, é um mercado-chave para os patrocinadores. Comente sobre este atual momento do soccer e em qual aspecto o Brasil poderia se espelhar.

A MLS é uma liga muito bem administrada, cujo sucesso independe do volume de dinheiro que movimenta. Fato é que o boom do soccer nos Estados Unidos após a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, foi sucedido de um crescimento exponencial pela pela modalidade por parte dos americanos, sobretudo agora, após a Copa do Mundo do Brasil. E isso abriu um mercado fantástico para todos os que queiram explorar o mercado norte-americano. Importante salientar que a MLS foi criada após a Copa de 94, realizada lá mesmo nos Estados Unidos. E, de lá para cá, e principalmente nesta década, é evidente que os principais patrocinadores e investidores do futebol mundial voltaram suas atenções para o país. Isso também vale para os clubes, especialmente os europeus. Todos estão focados nos Estados Unidos. Nesse sentido, os clubes brasileiros certamente terão dificuldades em se estabelecer por lá. E, diante dessas dificuldades, resta-nos ter a humildade de tentar aprender alguma coisa com eles. Por exemplo, no que diz respeito ao rígido controle para fortalecimento comum de todas as equipes, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com a Liga Espanhola de Futebol, onde raramente o título nacional não é vencido por Barcelona ou Real Madrid. Para os americanos, o modelo é antagônico ao da “espanholização” do futebol: quanto mais competitividade tiver a MLS, mais dinheiro será injetado no negócio em longo prazo. Com mais dinheiro, todos ganham. Esta é, sem dúvida, uma importante lição para o futebol brasileiro.

O ex-jogador Leonardo esteve no “Bola da Vez” da ESPN Brasil e comentou a respeito das fortes marcas que se tornaram as ligas da Europa. Premier League e Bundesliga, por exemplo, rapidamente são associadas a ligas com solidez financeira e competitivas desportivamente. Quando o assunto é o Brasileirão, segundo ele, os europeus não relacionam com a liga brasileira e futebol. Como mudar este cenário tão negativo? A venda de direitos de transmissão internacional seria parte do processo?

A venda dos direitos de transmissão internacional do Campeonato Brasileiro é apenas uma etapa para que essa mudança comece a acontecer. Falta-nos, hoje, que os clubes de fato tenham uma abordagem internacional de suas marcas e do futebol brasileiro como um todo, com um projeto mais amplo do qual façam parte a Confederação Brasileira de Futebol e a Rede Globo, como detentora da propriedade. Infelizmente, não temos Liga, tampouco união dos clubes no Brasil. Só isso já torna tudo mais difícil. E é por isso que estamos perdendo espaço para ligas como a própria MLS, que tem apoio da ESPN e transmite seus jogos para o mundo inteiro. Sem essa abordagem internacional, no contexto de um projeto bem montado, que envolve, também, temas como calendário, os times brasileiros continuarão sendo insignificantes no exterior. Conhecidos lá fora, só mesmo a Seleção Brasileira e nossos bons jogadores.

 

Você é um dos profissionais mais solicitados para entrevistas relacionadas ao universo do marketing esportivo e suas pesquisas embasam milhares de publicações. Sendo uma referência aos que se interessam pelo tema, que conselho você dá aos novos profissionais e aqueles que ainda desejam um espaço neste tão concorrido mercado?

O primeiro conselho é o de mudança de foco: muito profissional jovem pensa que Marketing Esportivo é trabalhar no clube do coração e fazer alguma coisa por ele, mas isso é um grande erro. Na verdade, isso é um sonho, e de difícil realização. Os grandes clubes são muito difíceis de se trabalhar. Por outro lado, clubes menores  com boas estruturas, tendem a ser receptivos a bons projetos. O mesmo acontece com outras modalidades esportivas. O mercado corporativo também precisa, e muito, de gente qualificada. Agências, consultorias, novas arenas e empresas de gestão esportiva devem estar no radar do profissional de Marketing Esportivo, e não apenas os clubes de futebol. Até arrisco dizer que os clubes talvez sejam os locais menos indicados para fazer carreira na área, visto que neles ainda predominam os interesses políticos. E também há vida no Marketing Esportivo para quem trabalha em empresas que não investem no esporte. Por que não tentar desenvolver um projeto do zero para pegar experiência e aprimorá-lo conforme os interesses desta empresa? Pode dar certo e despertar novas possibilidades comerciais para a corporação. Esta é outra dica que deixo.

domingo, setembro 28, 2014

O gesto de Sheik e os negócios do esporte

Citação UF - GC 01Foto-composição: Benê Lima

Geraldo Campestrini / Universidade do Futebol

A frase de Emerson “Sheik” (https://www.youtube.com/watch?v=sjpB0-MVC1c) do Botafogo, após ter sido expulso do jogo contra o Bahia, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem gerado inúmeros debates. Ao que parece, agora a moda é ser insurgente ao poder. No futebol tupiniquim o “bacana” é vociferar contra a CBF. Está na moda.

Por vezes, ao ler/ouvir a imprensa ou mesmo em conversas informais, tem-se a clara certeza de que o prédio da CBF é formado por um grupo de pessoas que fica pensando em tudo, como se os jogos do Campeonato Brasileiro fossem totalmente manipulados, como máquinas, que respeitam o bel prazer da entidade máxima do futebol brasileiro. Às vezes, pela opinião pública em geral, deveria tender a acreditar que as pessoas ligadas a CBF têm 100% de aproveitamento na Loteria Esportiva, já que “fazem de tudo” para que o Clube A vença o Clube B e assim por diante, com resultados de competições totalmente fechadas.

Não que eu queira beatificar as pessoas ligadas a esta instituição. Longe disso. Bem longe!!! Mas o fato é que compreendemos muito mal o papel de cada entidade dentro do sistema. E isso inclui os atletas que o praticam. As lutas contra um poder são, mais das vezes, iniciadas de maneira positiva (pela causa) mas conduzidas posteriormente de forma equivocada, o que apenas reforça o poder institucionalizado.

Por seu turno, há uma cultura generalizada no Brasil de derrubada constante daqueles que supostamente dominam um sistema. Trata-se, a bem da verdade, de uma cultura autodestrutiva, em que os que estão na parte de baixo do sistema não analisam o mérito da causa ou enxergam a sua efetiva importância para iniciar um processo construtivo de mudança, que depende de todos.

Dentro deste imbróglio, fica claro que não compreendemos o sistema ao qual estamos inseridos. Ao falar que a “CBF É UMA VERGONHA”, estamos, na verdade, dizendo que todos os que fazem parte do Campeonato Brasileiro são uma vergonha. Sim, atletas, sem vocês não haveria campeonato. Ou apenas a entidade que governa o futebol que é uma vergonha? Tudo que está abaixo dela é o hors concours da idoneidade e eficiência?

Francamente. Enquanto não entendermos o negócio do futebol como um todo, sabendo o papel de cada indivíduo e de cada organismo pertencente ao sistema, vociferar palavras de ordem não resultam em nada. É como falar mal da própria empresa que trabalha: se não é possível modificá-la, vá para a concorrente.

O debate para a mudança deve ser construtivo e no foro qualificado para tal. Precisamos e podemos ser bem mais inteligentes do que mandar “recadinhos” no meio de jogos após uma expulsão...

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sábado, setembro 20, 2014

Fifa] As frases da semana

As frases da semana

© Getty Images

 

A segunda convocação de Dunga, a conferência de técnicos FIFA/UEFA e a primeira rodada da UEFA Champions League com três clubes portugueses em ação, são os grandes destaques da semana. Confira as melhores frases.

"Estamos no início do trabalho, fizemos apenas dois jogos. Precisamos manter a base do trabalho. Não se pode mudar num instante. Precisa dar confiança aos jogadores para se sentirem à vontade na Seleção. Tem que ter essa continuidade. Chamamos dois jogadores jovens que estão tendo destaque no futebol mundial e já passaram pelas categorias de base da Seleção Brasileira", Dunga, técnico da Seleção, em sua segunda convocação, agora para amistosos contra Argentina e Japão, em outubro.

"O Mário Fernandes teve esse episódio um tempo atrás, mas é jovem. Todos nós merecemos uma segunda oportunidade. Não podemos crucificar ninguém. Imagine se fôssemos crucificar todos erros do passado. Pelas minhas informações, o Mário Fernandes é tímido, retraído, muito diferente do que as pessoas pensam", Dunga, sobre uma das novidades em sua lista: o lateral Mário Fernandes, do CSKA, que em 2012 chegou a pedir dispensa da Seleção.

“Uma engrenagem precisa se encaixar na outra, todas as peças precisam harmonizar para que se tenha um conjunto no final. E a principal tarefa de um técnico é fazer a escolha certa dos jogadores”, Joachim Löw, técnico campeão do Mundo pela Alemanha, durante o Congresso FIFA/UEFA em São Petersburgo.

“Nada é mais importante para um jogador ou técnico do que participar de uma Copa do Mundo”, Didier Deschamps, técnico da França, também no Congresso FIFA/UEFA.

"Espero que este seja o meu ano. Hoje estou muito contente por entrar e ajudar a equipe a ganhar. Com o Messi, eu melhoro. Estamos funcionando bem na frente, começando a temporada muito melhor do que a última. Estamos mais perto em campo e nos conectamos melhor", Neymar, atacante do Barcelona, após marcar os dois gol da equipe em vitória sobre o Athletic Bilbao, pelo Campeonato Espanhol, com duas assistências do argentino.

“Estou muito contente. É a primeira vez que marco três golos num jogo. Não sei se foi a melhor exibição da minha carreira, mas foi muito importante porque foi meu primeiro jogo na fase de grupos da Liga dos Campeões”,

Yacine Brahimi, extremo do FC Porto, após o hat-trick marcado ao BATE Borisov.

“É um resultado positivo, que dá confiança, mas não podemos tirar conclusões precipitadas. Estamos moderadamente satisfeitos”, Julen Lopetegui, técnico do FC Porto após a goleada (6 a 0) frente ao BATE.

“É a minha sexta época no clube e nunca vi nada assim. A perdermos por 2 a 0, perceberam a dificuldade que tivemos por estarmos com menos um jogador em campo e que demos tudo por tudo. Agradecemos aos adeptos do fundo do coração”, Jorge Jesus, técnico do Benfica, após a derrota em casa com o Zenit, na estreia da UEFA Champions League.

“Não podemos cometer os erros que cometemos. Temos de animar os jogadores, pois não é fácil, depois do jogo que fizeram, não levar os três pontos para casa”, Marco Silva, técnico do Sporting, após os Leões permitirem o empate do Maribor no último minuto dos descontos do jogo da Champions.

“Mostrámos que somos uma equipa inexperiente e isso faz mossa. Um lance pode fazer a diferença e foi isso que aconteceu”, Nani, atacante do Sporting, que marcou o único golo dos Leões no empate com o Maribor.

“Não podia intimidar a minha equipe e criar nela um temor que não era compreensível. Pelo contrário, procurei dar não só confiança aos nossos jogadores, mas também otimismo e motivação. E, felizmente, fomos assim, até o final”, Jorge Luís Pinto, técnico que levou a Costa Rica às quartas de final da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em entrevista ao FIFA.com.

“Com o Ronaldo, a relação vem de muitos anos. Conhecemo-nos quando ele chegou ao Sporting, onde eu jogava. Somos unidos por uma forte amizade e nos desafiamos muito durante uma partida. Nos 90 minutos somos rivais, umas uma rivalidade saudável. Eu quero que ele jogue bem e ele quer que eu jogue bem”, Beto, guarda-redes português do Sevilla, em entrevista ao FIFA.com.

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