Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

sexta-feira, novembro 17, 2017

Por que tanto se fala em união e pensamento positivo?

Uma visão transdisciplinar

Antropologia, Misticismo e Comportamento

A visão antropocêntrica e anímica do ser humano leva-o a supervalorizar sua condição em relação ao universo, mas não o conduz a uma atitude consentânea com sua crença.

União x Cooperação

O ambiente do futebol dá abrigo a uma série de crenças que, além de com ele não se coadunarem por inteiro, também não são aproveitadas, nem mesmo pela mais elementar abordagem metafísica.

A mais comum dentre essas concepções é a UNIÃO, conceito que deve ser substituído com premência por COOPERAÇÃO. O cooperar pressupõe estarmos ou não de acordo; o unirmo-nos, por sua vez, exige afinidade como condição essencial e insubstituível.

Se sentados a uma mesa estiverem vinte pessoas e não houver sequer entre duas delas coincidência na maneira em que pensam, não é desunião que estará havendo, e sim desigualdade no pensar.

A maneira de contornar as diferenças de apreciações entre as pessoas, é a promoção do diálogo, como busca pela descoberta de pontos comuns e para o estabelecimento de um consenso mínimo.

A cooperação, intrinsecamente, encerra o poder de superar as divergências de pensamentos entre as pessoas, para construir fora delas um ambiente produtivo de atitude e ação. Esta a razão por que a COOPERAÇÃO é imprescindível, a UNIÃO, nem tanto.

Pensamento positivo x Pensamento negativo

O maior embate entre os que veem o futebol como torcedores, é a refrega entre os desejos e interesses adversos das equipes que lhes representam. Logo, firmar pensamento não deve constituir, no caso em questão, uma ação relevante e muito menos produtora de quaisquer resultados significativos. Esta é uma situação típica em que os contrários se anulam.



De outra parte, a crença na lei da atração é uma disposição de cunho íntimo, e nem mesmo entre aqueles que a cultivam há uma atitude estruturada e planejada para seu melhor aproveitamento. Até porque, para isso, é necessário que se tenha instrução adequada e experiência. Numa palavra mística, ‘iniciação’.

Se quisermos atribuir valor a fatores como ‘pensar sim’ (+) ou ‘pensar não’ (-), antes valorizemos sobremaneira o trabalho enquanto atividade física e mental, empreendido segundo uma organização, um planejamento e uma metodologia – componentes de uma verdadeira ação didático-pedagógica.

Valorização da pluralidade de ideias

Por mais que as pessoas, em sua maioria, não alcancem o real valor da crítica, é irrefutável sua importância no processo de avaliação e reavaliação das nossas ideias, de construção e reconstrução dos nossos conceitos e juízos de valor.

Enquanto o elogio é uma atitude, por essência, unilateral, tendo muito de sectarismo, de dogmatismo, e, por vezes, servilismo, a crítica, filosoficamente, representa o verdadeiro critério da verdade, embora que uma verdade no mais das vezes relativa. Ou seja, a crítica é o mais elevado critério que nos permite apreendermos a verdade.

É evidente que as ferramentas para que possamos exercitar uma boa crítica, estão atreladas à qualidade do saber de cada um de nós, bem como à natureza do nosso caráter individual. Sim, porque de quase nada adianta nosso conhecimento, se tivermos um caráter deformado.

Se o direito ao elogio é legítimo – e na verdade o é -, da mesma legitimidade se reveste o direito à crítica. Até porque é a crítica que contém o elogio, pois, como de todos é sabido, o todo é que contém todas as suas partes e não o inverso. Logo, o elogio é filho da mãe crítica. Até gosto de elogiar, reconhecer e, acima de tudo, agradecer. Afinal, a gratidão e a atração são tidas como ‘leis’ que regem o Universo, visto a partir da metafísica. Isto, no entanto, não me impede de identificar a natureza meramente passiva e a atitude apenas reativa do elogio.

Por outro lado, é forçoso admitirmos que, na análise, na formulação da crítica, há implícita uma atitude proativa, havendo também um evidente desejo de reconstrução. Ao invés, pois, da passividade do elogio, há, imanentemente à crítica, uma manifestação de sua natureza ativa, que se expressa pelo aspecto de depuração da análise.

Ainda assim, é preciso que se observem dois importantes critérios para uma maior validação da crítica. São eles, de um lado, a verdade; de outro, o respeito.

Quanto ao elogio, o melhor critério para sua formulação é o mérito.



Benê Lima, Cronista Esportivo, Rosacruz, Gestor Esportivo autodidata, Membro do Conselho do Desporto do Estado do Ceará

Adeus aos salvadores da Pátria

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Não elegeremos anjos em 2018. Mas o pessimismo não nos deve desesperar

Fernando Gabeira, O Estado de S.Paulo

Rafael Mayoral, deputado espanhol e secretário de Relações da Sociedade Civil e Movimentos Sociais do Podemos. (Divulgação: Fórum)

De passagem pelo Brasil, um dirigente espanhol do Podemos, Rafael Mayoral, afirmou que a esquerda não vai salvar as pessoas e o essencial é fortalecer a sociedade para que ela possa controlar qualquer governo no poder. Não vi o restante do seu discurso. Mas até onde li, concordo. De certa forma, tenho usado esse argumento com novos grupos que querem a mudança no Brasil.
Muitos deles estão legitimamente preocupados com a falta de alternativas na eleição presidencial. Mas, ainda assim, afirmo que a descoberta de um nome não é tão importante quanto fortalecer a sociedade para que possa monitorar ativamente o governo.
No fundo, o objetivo maior deve ser a construção de um controle social tão preciso, diria até tão virtuoso que possa tornar mais amena a constatação de que não elegemos anjos, mas pessoas de carne e osso. Isso é válido para qualquer sociedade, mas no Brasil parece que somos mais intensamente de carne e osso.
De certo modo, já exercemos algum controle sobre o governo Temer. Duas medidas foram revertidas por pressão social: a abertura de uma área de mineração na Amazônia e o abrandamento da lei que pune o trabalho em condições análogas ao de escravo. Mas esse esforço de controle só tem surgido em grandes temas. Estamos tratando como normais e cotidianas várias aberrações que nos transformam num país virado de cabeça para baixo.
Um exemplo que me espantou foi o pedido oficial de Geddel Vieira Lima para saber o nome e o telefone de quem o denunciou. No apartamento ligado a Geddel foram encontradas as malas com R$ 51 milhões. Até agora não sabemos, e creio que a polícia também não, de onde veio o dinheiro atribuído a Geddel. Mas ele quer saber quem o denunciou. Se a polícia desse o nome e o telefone de quem denunciou, Geddel iniciaria uma prática internacionalmente nova: quebrar o anonimato dos informantes, para serem devidamente assassinados.
Raquel Dodge negou o pedido de Geddel. Mas o fato de ter existido e circulado como uma notícia normal revela como o País, no cotidiano, foi posto de cabeça pra baixo.
No caótico Estado do Rio de Janeiro, outra dessas barbaridades que quase passam em branco: o governador Pezão indicou um deputado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o mesmo cujos membros foram presos. Questionado na Justiça, Pezão chamou o procurador Leonardo Espíndola para defendê-lo. Impossível, disse o procurador, sua decisão é inconstitucional. Ato contínuo, Pezão demitiu Espíndola. Felizmente, o indicado por Pezão caiu nas garras da Polícia Federal antes de tomar posse no TCE. É acusado de corrupção, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorge Picciani.
São só dois fatos cotidianos. Há algo comum em sua origem. Nascem de políticos do PMDB envolvidos em corrupção. Um quer o nome de quem o denunciou, o outro considera defender a Constituição algo incompatível com o serviço público.

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E a vida continua. Engolindo alguns sapinhos no cotidiano, nosso estômago é preparado para os grandes sapos de fim de mandato.
Um deles, que está sendo preparado nos bastidores, é a derrubada da prisão em segunda instância. As articulações correm no Congresso e no próprio Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto ministros do Supremo como parlamentares veem nisso uma saída para neutralizar não só a Lava Jato, como todas as operações que envolvam políticos corruptos.
Enunciado apenas como uma tese jurídica, o fim da prisão em segunda instância é palatável. Todos são inocentes até que a sentença seja confirmada pelo STF. Na prática, resultará em impunidade geral. Todos terão direito a uma trajetória semelhante à de Paulo Maluf, que de recurso em recurso vai tocando sua vida, exercendo seus mandatos e até defendendo outros acusados de corrupção, como Michel Temer.
No momento em que as aberrações se acumulam, a tendência é criar um País monstruoso. Algo que já tentei definir num discurso, no alto de um caminhão, em protesto de rua: um País onde os bandidos fazem a lei.
Enquanto essas coisas acontecem, o debate entre os que querem a mudança tende a concentrar-se no perfil do líder que nos vai salvar. Em que rua, em que esquina vamos encontrá-lo? No Acre, em Alcácer Quibir?
Enquanto não aparece, creio ser necessário fortalecer as organizações que trabalham com a transparência. Estão surgindo de vários pontos. Hoje se investiga como os partidos gastam seu dinheiro. Há um grupo que cuida exclusivamente de despesas de parlamentares. A intensa busca da transparência fortalece a sociedade. Da mesma maneira, ela ficará mais forte se todos os grupos que buscam a mudança se unirem num esforço comum.
Nem todos pensam da mesma maneira, estamos cansados de saber. Mas é preciso um mínimo de maturidade, na situação dramática do País, para encontrar pontos de convergência.
Não importa tanto se um grande líder vai emergir dos escombros. Mesmo se aparecer, não será um anjo. Não elegeremos anjos em 2018. Nunca o faremos, creio eu.
A fronteira do pessimismo não nos deve desesperar. Há algumas instituições funcionando, há grupos trabalhando na busca da transparência, há a possibilidade real de que todos os que querem mudança encontrem pontos de contato, um denominador comum.

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Como o poeta que fabrica um elefante de seus poucos recursos, a sociedade brasileira terá de construir seu sistema de defesa. Alguns móveis velhos, algodão, cola, a busca de amigos num mundo enfastiado que duvida de tudo – o elefante de Drummond é inspirador.
Quem sabe, como em Portugal, conseguiremos construir nossa própria geringonça? Prefiro essa visão modesta e realista a esperar dom Sebastião. Curado de sua megalomania, talvez o Brasil aceite, finalmente, tornar-se um grande Portugal.


quinta-feira, novembro 16, 2017

Real Madrid atinge a maior receita de sua história

POR   





O supercampeão Real Madrid apresentou recentemente seu balanço patrimonial referente à temporada 2016-17 e os resultados foram extremamente positivos.
O clube encerrou a temporada passada com receitas de 675 milhões de euros, frente aos 620 milhões de euros de 2016, um crescimento de quase 9%.
Se considerados os valores produzidos com as vendas de jogadores, a movimentação financeira do Real atingiu incríveis 726 milhões de euros, frente aos 622 milhões de euros do ano anterior.
O faturamento do Real é o maior de sua história e foi muito influenciado pela temporada extremamente positiva em campo, com conquista do seu 12º título europeu.
As receitas que mais cresceram em 2017 foram os ganhos de marketing com aumento de 20% e a exploração de seu estádio com incremento de 8%.
As receitas com TV ficaram no mesmo patamar do ano anterior, quando o time de Madrid também se sagrou campeão da Champions.
As receitas de marketing atingiram 254 milhões de euros e a exploração do estádio Santiago Bernabéu outros 166 milhões de euros.
As vendas antecipadas das cadeiras movimentaram 50 milhões de euros. O clube faz outros 25 milhões de euros explorando suas instalações e 25 milhões de euros com vendas em lojas em seu estádio.
Os valores com direitos de TV atingiram 165 milhões de euros e somados aos valores recebidos da UEFA atingiram 251 milhões de euros.  O título da Champions garantiu 86 milhões de euros.
Gastos salariais dispararam
Um dado que chamou a atenção foi o crescimento de seus gastos salariais.
Em 2017 os salários do clube atingiram 406 milhões de euros, frente aos 307 milhões de 2016. Isso representa um aumento de 32% em relação à temporada anterior.
Os gastos salariais com o futebol atingiram 377 milhões de euros no ano passado e outros 29 milhões foram gastos com o time de basquete. Atualmente os gastos salariais representam 60% de suas receitas, frente aos 50% de 2016.
Solidez financeira é uma realidade
O clube merengue mesmo gastando mais que em anos anteriores mostra uma solidez financeira em seus números. O Real encerrou a temporada 2016-17 com lucro líquido de 21 milhões de euros frente aos 30 milhões de euros de 2016.
Nos últimos seis anos o Real Madrid acumulou lucro líquido de impressionantes 222 milhões de euros, mesmo tendo investido mais de 600 milhões de euros em contratações.
Nos últimos nove anos foram mais de 900 milhões de euros em contratações.
O patrimônio líquido do clube atingiu 464 milhões de euros em 2017, frente aos 270 milhões de euros de 2012. Em seis anos o patrimônio líquido do clube cresceu 72%.
Isso significa que quanto mais o clube faturou e gastou em salários e contratações, mas se fortaleceu financeiramente.
Realidade do Real é o oposto dos times do Brasil
Essa realidade é o oposto do verificado no mercado brasileiro, já que aqui quanto mais os clubes faturam e gastam, mas ampliam seus déficits e suas dívidas.
A gestão do Real Madrid deveria servir de modelo para os nossos clubes, que a cada dia estão mais distantes das receitas e solidez financeira do gigante espanhol.
No Brasil infelizmente temos clubes perdidos em termos administrativos, com gestões totalmente ineficazes e alavancadas.
O Real vive o ciclo virtuoso de geração de receitas, cujo aumento do investimento é financiado pelo crescimento constante das receitas.
No Brasil infelizmente vivemos um ciclo vicioso, já que os investimentos não são financiados pelo crescimento constante de faturamento, impossibilitando que os clubes evoluam financeiramente.
Nossos clubes são administrados de forma completamente ineficiente e irresponsável.

Por isso nossos times estão estrangulados financeiramente, por pura ineficiência em suas gestões.
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domingo, novembro 12, 2017

O drama do futebol pernambucano em 2017 serve de lição relevante para Ceará e Fortaleza

FERNANDO GRAZIANI                         
ILUSTRAÇÃO CARLUS CAMPOS 


Santa Cruz e Náutico vão disputar a Série C do Campeonato Brasileiro em 2018. Com campanhas pavorosas na Segundona, caíram juntos para a terceira divisão neste sábado, 11 de novembro. Se é um cenário ruim para o futebol nordestino, pior ainda para o futebol pernambucano, que ainda tem o Sport correndo risco sério de cair para a Série B – restando quatro rodadas, está na 17a. colocação, com três pontos a menos do que o Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento.
As histórias dos três clubes do Recife nesta temporada são bons exemplos para os principais clubes cearenses. O Fortaleza, que vai disputar a Série B em 2018, não pode voltar a atrasar salários e a contratar mal, como fez nesta temporada. A Série C não guarda parâmetro algum com a Série B. Já o Ceará, muito perto da Série A em 2018, terá que manter a austeridade financeira e administrativa elogiável e já frequente, além de acertar em cheio nas contratações com o aumento enorme de orçamento, como já mostrei em texto recente neste espaço (serão no mínimo R$ 30 milhões a mais).

Mas há outras lições:
Timbu, mergulhado em uma crise política inacreditável, além de problemas financeiros e técnicos, conseguiu ter três presidentes e cinco treinadores em 2017, fora o elenco fraco e caro, com folha de R$ 1,2 milhão desde o começo do ano, salários atrasados e, evidente, ameaças de greve. A equipe vive um jejum de títulos desde 2004, algo que abala bastante a confiança, além de sentir falta dos Aflitos – joga na Arena para pouco público e chegou a mandar partidas em Caruaru na atual campanha, pagando pra jogar.
Tricolor do Arruda, por sua vez, teve quatro técnicos e remontou todo o elenco em relação ao ano anterior. O clube atualmente deve mais de 100 dias de salários para boa parte dos jogadores e alguns funcionários vivem o drama de 180 dias sem ver a cor do salário, algo que não foi sanado em momento algum da competição. Além disso, contratou mal e sofreu com bloqueios judiciais de suas rendas e cotas. Apesar de ter começado de forma razoável a Série B – na nona rodada era o sétimo colocado – sucumbiu no restante da Segundona. Faltou planejamento da diretoria, justamente a mesma que tinha sido campeã da Copa do Nordeste, bicampeã estadual e garantido o acesso para a Série A 2016.
O caso do Sport é emblemático. O clube, que desistiu de vez da Copa do Nordeste, tem um orçamento altíssimo para uma equipe da região – R$ 113 milhões de reais – e chegou a contratar o atacante André pagando ao Sporting, de Portugal, mais de R$ 4 milhões, algo impensável para Ceará e Fortaleza, como mostrei em texto neste espaço em fevereiro deste ano. Apesar de muita grana e de não atrasar salários – a folha mensal com o elenco é de mais de R$ 4 milhões – a realidade é a luta contra o rebaixamento, o que deixa claro que o dinheiro foi mal empregado, especialmente para reforçar o sistema defensivo. O time tem atualmente Daniel Paulista como técnico, mas neste ano já foram demitidos Ney Franco e Luxemburgo, escolhas que já eram bem questionáveis e que deixou o elenco sem padrão de jogo. Nas 14 rodadas mais recentes da Série A, o Sport ganhou apenas uma vez e precisa de três vitórias em quatro partidas para não cair. É o pior time do returno.

sábado, novembro 11, 2017

FUTEBOL FEMININO: Registro no TMS da FIFA será obrigatório em 2018



A partir de janeiro de 2018 as transferências internacionais do futebol feminino passarão a ser registradas no TMS da FIFA (Transfer Match System). Mas, os clubes brasileiros só se beneficiarão dessa novidade se os contratos com as jogadoras forem profissionais, assim poderão vender e emprestar suas atletas. A resolução foi definida na última reunião do Comitê Executivo da FIFA.
Esta é mais uma oportunidade para que os clubes de futebol feminino possam valorizar suas jogadoras e ter retorno financeiro de seus investimentos. Eles entram oficialmente no mercado de transferências, podendo vender e/ou emprestar suas atletas para equipes nacionais e internacionais.
Além disso é mais uma proteção às equipes que terão mais segurança: os clubes estrangeiros precisarão pagar para levar as atletas e não apenas fazer uma oferta salarial para elas. Com a inclusão no TMS, os clubes podem se beneficiar do Mecanismo de Solidariedade.
– Este é um mercado que se abre para os clubes brasileiros, para os que já têm equipes femininas e para os que precisarão ter em 2019 para disputar as competições da CBF e da Conmebol, segundo as regras de Licenciamento das duas entidades. É mais uma definição que busca a profissionalização do futebol feminino – analisou Reynaldo Buzzoni, diretor de Registro, Transferência e Licenciamento de Clube da CBF.
– Essa é uma medida que fortalece e profissionaliza ainda mais o futebol feminino. Neste ano, já houve uma mudança na visão de alguns clubes que fizeram contratos profissionais com as jogadoras. O caso do Santos, que já faz isso há alguns anos, e outros como o Iranduba, a Ferroviária, o Sport, por exemplo. Acredito que é um caminho sem volta e uma grande oportunidade para os clubes brasileiros no departamento feminino garantir seus direitos e de suas atletas, podendo inclusive negociar suas transferências, se for o caso – avaliou o coordenador de Futebol Feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha.
As transferências internacionais só poderão ser realizadas nas janelas, que terão as datas definidas em breve, de acordo com os campeonatos nacionais.
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(Fonte: CBF)

quinta-feira, novembro 09, 2017

Falta de oxigenação de ideias no futebol brasileiro

POR 
Essa semana foi realizado em São Paulo o maior Congresso de Sport Business da América Latina, o SportBiz Latam.  Com várias edições realizadas em diferentes países de toda a região, o evento sempre convida palestrantes internacionais.
E são eles que apresentam novas visões, belos cases e uma construção de marca que os clubes brasileiros nem sonham.
O evento realizado no clube Pinheiros em São Paulo não contou com a presença de nenhum representante de clube brasileiro inscrito. Isso não é novidade, já que dirigentes em suas mais variadas áreas não se interessam em assistir palestras e debates. Querem sempre palestrar,  como se tivessem o que dizer.
O único clube representado no evento foi o Flamengo, em um painel sobre sócio torcedor e licenciamento.
Como sempre frequentei como palestrante e também espectador de congressos ao logo de duas décadas sempre considerei esse o maior problema do futebol brasileiro.
Mesmo gerindo mal a marca e todo o negócio, acreditam que estão no caminho certo e não necessitam aprender novos conceitos e boas práticas.
Os clubes europeus apresentaram uma realidade global, e como chegaram lá e não tinha um diretor de marketing de clube de futebol do Brasil para ouvir e aprender.
Deviam estar muito ocupados negociando algum patrocínio pontual ou espaço no abadá que virou seu uniforme.
O fato é que a Indústria Esporte no Brasil para prosperar precisa que seus players atuem como em qualquer mercado, buscando qualificar a sua gestão.
Para fazer isso somente com profissionais bem formados e com entendimento do que de mais moderno está sendo feito no mundo.
Os gigantes da Europa já faturam R$ 12 bi por ano só em marketing, essa inclusive é a receita mais importante segundo a Deloitte para os 20 times mais ricos do continente.
Hoje os ganhos com patrocínios, licenciamentos e exploração da marca são mais importantes que os valores recebidos da TV, outros R$ 11 bi.
Europa X Brasil, quem será que está certo?


Enquanto isso os licenciamentos dos clubes brasileiros representam 0,1% dos R$ 70 bilhões movimentados no esporte global, segundo meu último estudo.
Se quisermos evoluir teremos que mudar basicamente tudo. Em palestras no evento os diretores de Barcelona e Bayern de Munique, ambos residentes em NY comandam seus escritórios internacionais com 10 profissionais contratados.
Mais que o marketing de muitos clubes no Brasil.
Fui responsável em fazer uma palestra sobre o potencial desperdiçado do futebol brasileiro. Sem dúvida o Brasil é o maior potencial desperdiçado do futebol mundial.
O país é o maior mercado de mídia e entretenimento entre os emergentes, contam com 160 milhões de torcedores, 80% da população acompanha futebol na mídia e os clubes poderiam ser potências mercadológicas globais.
Mas não são!
Muito além da diferença de PIB, o futebol brasileiro parou no tempo em termos de gestão de marca. Enquanto americanos e europeus faturam alto na relação dos clubes, com os fãs e patrocinadores, os times brasileiros continuaram nessa loucura de lotar uniformes, placas e backdrops.
O foco nos projetos é outro, muito além da visibilidade. Por conta disso os clubes europeus contam com 40, 50, 60 patrocinadores e os nossos com 3 ou no máximo 4, todos no uniforme.
Se quisermos melhorar nossas receitas de marketing no futebol teremos que mudar totalmente a forma como os clubes trabalham suas marcas. As receitas novas virão dessa nova abordagem.
Minotauro foi um case
O ex-lutador de MMA Minotauro fez uma palestra e contou sobre sua história de superação e também um belo case de como transformar um atleta em um produto de marketing.
Inclusive citou um certo preconceito que o Brasil tem de encarar que um atleta é um produto altamente valioso.

O UFC mudou a forma como se faz marketing na modalidade.
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Rede de gastronomia para clubes de futebol é o filão do momento

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Crises trazem OPORTUNIDADES, e as franquias são uma ótima alternativa de INVESTIMENTO para tempos como esses.
SportFood une o GRANDE MERCADO de alimentação com a visibilidade e a FORÇA DAS MARCAS dos clubes de futebol e seus mais de 160 MILHÕES DE TORCEDORES.
Nós proporcionamos ao seu investimento CONDIÇÕES ÚNICAS:
• Modelo de negócio altamente INOVADOR;
• Grande VISIBILIDADE pela associação com a marca do clube;
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• FIDELIDADE do torcedor por consumir produtos ligados ao clube de coração, que ele não troca nunca;
• Possibilidade de utilização da marca do clube, jogadores e ex-jogadores em AÇÕES e PROMOÇÕES;
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Só que é bom lembrar que tal oportunidade só se presta a clubes que tenham um grande número de torcedores, fãs e simpatizantes, uma vez que o negócio necessita de uma base de clientes em potencial a partir de pelo menos 500 mil consumidores, a fim de que a rede possa operar com um bom percentual deles.
Ao pensarmos na possibilidade dos clubes cearenses, Ceará e Fortaleza, poderem aderir a essa tendência, buscamos em São Paulo a rede pioneira na criação desse tipo de negócio, que é a empresa SportFoof, que já cataloga franqueados e possui cases de sucesso, além da expertise na implantação do negócio.
Clubes como Grêmio, Corinthians, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Vasco e Bahia já estão inseridos no grupo que vivencia o negócio.

Em conversa com Fernando Ferreira,Executivo Prinvipal das empresas Pluri e SportFood, disse ele: 


"Nossa empresa acabou por criar um mercado mundial que não existia, fico feliz que outras iniciativas esteja indo pelo mesmo caminho. Creio que em 5 anos não haverá clube relevante no mundo sem uma rede de alimentação com a sua própria marca".

SportFood  

A PLURI Consultoria é responsável pela Criação e Implantação das redes de Franquia temáticas do clubes de Futebol.  
A SportFood Franchising surgiu para atuar na criação de produtos e franquias para o setor alimentício, especialmente adaptadas às características de cada clube de futebol, beneficiando a indústria da alimentação, os clubes de futebol e seus torcedores.
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Fonte: Pluri Consultoria / SporFood / Fernando Ferreira
Finalização e edição: Benê Lima / Companhia do Esporte
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Análise: Representatividade é também responsabilidade do esporte

Para Duda Lopes, responsabilidade social de clubes devem ir além de ações pontuais
Por Duda Lopes - Boston (EUA)
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Jesse Owens

Se há um laço que Brasil e Estados Unidos lamentavelmente mantêm é o racismo que insiste em persistir no cotidiano nos dois países. Em ambas as nações, a prática era institucionalizada com a escravidão no século XIX e, no caso dos americanos, com a segregação no século XX. Pouco tempo passou para as feridas serem curadas.
Para mudar esse panorama, há muito tempo o esporte tem uma função destacada. Seja na força de Jesse Owens frente a Hitler ou no brilhantismo de Pelé, o segmento sempre foi um especialista em unir as práticas da elite com o talento dos marginalizados.

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Pelé

Hoje, está muito mais claro a responsabilidade social que os clubes carregam. Eles sabem tanto disso que, entre as equipes mais profissionalizadas, não faltam exemplos campanhas de solidariedade. Mas aqueles que realmente querem responder por mudanças precisam ir além da ação que tão bem faz à imagem da instituição.
Pensar em ter pessoas não-brancas na posição de comando é uma dificuldade enfrentada por Brasil e Estados Unidos. O caso do Boston Red Sox (leia aqui) é emblemático: uma das regiões mais desenvolvidas do mundo tem dificuldade em se desvencilhar de um passado constrangedor. Ter um técnico latino é um passo fundamental para a mudança. 
No Brasil, o cenário é parecido. São raros os casos de treinadores negros, cenário diferente entre os atletas. O assunto é pouco discutido. Em 2016, chegou-se a falar da importância de Cristóvão Borges no Corinthians, time com origem popular. O treinador também teve espaço no Vasco, clube com história na luta contra o racismo. Está na hora de levar o assunto com maior seriedade.
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domingo, novembro 05, 2017

Começa julgamento de Marin em NY por corrupção na Fifa

Ex-chefão do futebol brasileiro encara o início do julgamento que promete sacudir o mundo do futebol.

Por AFP

O presidente da CBF José Maria Marin
José Maria Marin: em maio de 2015, Marin e outros seis dirigentes da Fifa haviam sido presos a pedido dos Estados Unidos (Alexandre Schneider/Getty Images)


O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, preso desde 2015 por envolvimento no escândalo de corrupção na Fifa, começará a ser julgado pela justiça dos Estados Unidos nesta segunda-feira, em Nova York.
Dois anos e meio depois de ser detido na Suíça e extraditado para a cidade nova-iorquina, onde cumpre prisão domiciliar à espera do julgamento, o ex-chefão do futebol brasileiro encara o início do julgamento que promete sacudir o mundo do futebol.
Em maio de 2015, Marin e outros seis dirigentes da Fifa haviam sido presos a pedido dos Estados Unidos em um hotel de luxo de Zurique onde estavam hospedados, às vésperas do congresso da entidade que rege o futebol no mundo.
A investigação do governo americano revelou um esquema de corrupção na Fifa que permitia aos dirigentes e empresários encherem os bolsos com a negociação ilegal e superfaturada dos direitos de transmissão de jogos.
“Um estilo de vida”
Os números impressionam: 42 dirigentes do futebol e empresários das Américas, além de três empresas, foram indiciados pela justiça americana numa acusação de 236 páginas, que descreve 92 delitos em 15 esquemas de corrupção no valor de 200 milhões de dólares durante 25 anos.
“Isso era generalizado, através de países, através de federações. Era um estilo de vida!”, acusou uma promotora encarregada do caso, Kristin Mace, em abril.
Os acusados distribuíam ou recebiam contratos de televisão e marketing de jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo em troca de subornos, pagos com maletas cheias de notas ou por complicados esquemas bancários. Agora, terão que responder às acusações de associação com outros integrantes da Fifa, fraude bancário, lavagem de dinheiro e crime organizado.
Mas apenas Marin, Manuel Burga, ex-presidente da federação peruana, e Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol, irão a julgamento nos Estados Unidos, num processo complexo que poderá durar semanas, ou até meses, e no qual os promotores irão apresentar 350.000 páginas de documentos como prova, além de dezenas de testemunhos.
Um júri popular ficará encarregado do veredito. Caso sejam declarados culpados, a juíza Pamela Chen poderá sentenciar os ex-dirigentes a até 20 anos de prisão. Os advogados dos acusados não quiseram comentar os casos antes do início do processo.
Poder dissuasivo
Os outros 24 acusados que estão nos Estados Unidos se declararam culpados. Dois já foram sentenciados pela juíza Chen a penas relativamente curtas em outubro. É o caso de Héctor Trujillo, ex-secretário da federação de futebol de Guatemala, que ficará oito meses na prisão.
“De alguma maneira, você destruiu seu país, o futebol é o amor nacional, algo patriótico”, declarou Chen ao revelar a sentença a Trujillo.
Com isso, 22 acusados aguardam as sentenças. Entre eles está Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman, acusado de receber mais de seis milhões de dólares em subornos, com os quais comprou propriedades imobiliárias, relógios de luxo e mandou construir uma piscina em sua casa, segundo a promotoria.
Quinze acusados estão em seus países de origem, onde foram ou estão sendo julgados pelos mesmos delitos, e alguns brigam contra a extradição aos Estados Unidos. É o caso de Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da Concacaf oriundo de Trinidade e Tobago, suspenso à vida de toda atividade ligada ao futebol pelo Comitê de Ética da Fifa.
“A Fifa me deve dinheiro”, declarou um desafiador Webb à AFP esta semana. “Acabei de começar os trâmites para recuperar o que me devem, porque se (Joseph) Blatter e outros recuperaram o deles, por que não eu?”.
Blatter estava a ponto de ser reeleito presidente da Fifa quando a polícia suíça realizou as prisões em Zurique. O escândalo forçou sua renúncia dias mais tarde. Junto com seu ex-braço direito, o francês Jerôme Valcke, Blatter foi indiciado pela justiça suíça e suspenso de qualquer atividade ligada ao futebol por vários anos.
O governo americano começou a investigar a corrupção no futebol internacional em 2011, quando a Receita Federal dos Estados Unidos prendeu Chuck Blazer, ex-integrante do comitê executivo da Fifa e ex-secretário-geral da Concacaf por 21 anos. O americano vivia como um rei em Nova York na Trump Tower, mesmo edifício em que Marin cumpre prisão domiciliar.
Blazer, que faleceu em julho de câncer, aceitou colaborar com o FBI, gravando secretamente os colegadas na Fifa em troca de uma redução de pena.
“O futebol continuará sendo jogado em pequenos parques de vizinhança e em luxuosos estádios pelo mundo, mas a vasta investigação do FBI não acabará até que todos os envolvidos em cada aspecto da corrupção e no pagamento de propinas respondam na justiça”, declarou há uma semana o chefe do FBI em Nova York, Bill Sweeney.