Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

segunda-feira, abril 27, 2015

Treinadores e Personalidades

Por Oscar Cano 
Redator de Futbol-tactico.com

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José Mourinho passou como um ciclone pela Liga espanhola. Seu caráter colidiu frontalmente contra farândola que tratam de impor a mídia. Os conflitos foram acontecendo quase que semanalmente, porque ele tampouco evitava ao contato. Tal foi o desgaste que entre eles a sensação foi criada, e mais tarde a realidade, que tinha dividido o plantel do Real Madrid. Como os resultados não estavam vindo, eles inventaram a desculpa perfeita: sua natureza, sua mão dura não combinava com tratamento que devem receber esses tipos de jogadores. Buscou mão esquerda, um perfil mais paternalista, um treinador que fizesse deixando fazer.

A cabeçada de Sergio Ramos quando expirava o tempo acrescentado na final da Champions League resolveu midiaticamente a Ancelotti e seus valores servis como uma panaceia para a direção de um grupo de elite. Que golpe de sorte, levantou o caráter do italiano até o ponto de ler que seria conveniente convertê-lo no Ferguson da equipe de Florentino Pérez. Sete meses depois, as dúvidas que surgem dos resultados voltam a aparecer, e aquilo pelo que ascenderam ao panteão de deuses torna-se seu principal defeito.

Agora já não serve o diálogo, a calma para resolver transes diários. Está perdido e se vira para exigir a inflexibilidade de antes. Cada um é como é, e honestamente não acho que é uma questão de como ser. A chave está no que no campo, o que acontece nas sessões de treino, ou seja, no jogo.

A isso devemos dedicar-nos aos treinadores seja qual seja a nossa personalidade. Para encontrar os recursos mais úteis que estão entre os jogadores do plantel, transcender os temas, saber que por muito elitista que seja uma equipe deve treinar com seriedade, implementar uma ideia e dotar de variáveis. Guardiola tem mostrado que pode, e deve treinar rigorosamente por mais que nos aconselhe que a estes jogadores top unicamente têm que mantê-los felizes exigindo-lhes pouco.

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Os 50 cargos mais felizes do Brasil

Love Mondays pesquisou sobre os trabalhos que fazem profissionais mais e menos satisfeitos

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Jovens aprendizes, trainees e estagiários ocupam cargos de início de carreira, mas demonstram ser os mais satisfeitos com seu trabalho. Do outro lado, carteiros, agentes de correio e operadores de telemarketing revelam ser os profissionais mais insatisfeitos com sua atividade. É o que aponta levantamento realizado pela Love Mondays, plataforma de carreiras na qual funcionários avaliam as empresas onde trabalham.

A consulta, realizada em março deste ano a partir de 14.107 opiniões de profissionais cadastrados no portal, procurou identificar o grau de satisfação dos trabalhadores com os cargos que ocupam a partir de cinco indicadores: satisfação geral no trabalho, satisfação com remuneração e benefícios, oportunidades de carreira, cultura da empresa e qualidade de vida. A satisfação foi avaliada em escala que pode variar de 1 a 5 pontos, sendo que 1 representa um profissional ‘muito insatisfeito’ e 5 um profissional ‘muito satisfeito’.

Os 10 cargos que apresentaram o maior grau de satisfação foram jovem aprendiz (3.85), trainee (3.82), estagiário (3.79), consultor de vendas (3.76), consultor sênior (3.75), promotor de vendas (3.75), gerente de vendas (3.74), supervisor (3.73), gerente (3.70) e consultor (3.68).

Na outra ponta aparecem as 10 profissões com maior grau de insatisfação: carteiro (2.30), agente de correios (2.73), operador de telemarketing (2.75), analista de suporte (3.0), atendente (3.01), escriturário (3.08), atendente de call center (3.10), operador (3.15), operador de caixa (3.16) e programador (3.2). 

“Esse levantamento mostra que os profissionais em início de carreia são os mais satisfeitos com seu trabalho. Isso provavelmente se deve ao investimento que as empresas fazem no desenvolvimento de jovens talentos e também à empolgação do profissional no início de sua carreira”, explica Luciana Caletti, CEO da Love Mondays. “Em contrapartida, os profissionais mais insatisfeitos com o seu trabalho são aqueles que ocupam cargos mais operacionais. Geralmente tais profissionais reclamam da falta de reconhecimento e de oportunidades de progressão na carreira. Sabemos que profissionais mais satisfeitos são também mais produtivos, e por isso é importante que as empresas revejam suas políticas e façam o possível para motivar e reter profissionais que ocupam esses cargos”, completa.

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sábado, abril 25, 2015

Clássico é quando o favoritismo é mais teórico que prático

Desconsiderar pros e contras de um confronto constitui um comodismo inaceitável para quem comenta

Todos querem saber quem é o favorito quando temos um clássico. Pergunta-se, questiona-se, argumenta-se, mas convicção mesmo só quem a tem (embora carente de embasamento) são alguns torcedores mais apaixonados. Chavões como ‘as camisas equilibram o jogo’ e ‘em clássico não há favoritismo’ são sempre lembrados e tirados da caixa de pré-prontos ou do caixote de antiquários, a fim de animarem o repertório inconfiável de argumentos e justificativas.

Se o que dizemos é válido para os maiores confrontos do futebol mundial, também o é quando lançamos nosso foco (que palavra oportunista!) para nosso futebol – o cearense.

O 'in-yang' das equipes

Yin Yang das equipes

Os comentaristas-torcedores são verdadeiros caçadores de argumentos, especialmente de pseudos argumentos ou sofismas. Logo arrumam um punhado deles para justiçar suas pseudo-teses de favoritismo. Assim, ora o Ceará ora o Fortaleza assumem essas posições de favoritismo, com ou sem justificavas ou mesmo meras explicações com um mínimo de consistência e plausibilidade.

Portanto, vamos construir um breve arrazoado, nada científico e nem tanto técnico, como provocação mental para quem tem como negar ao torcedor imanente um pequeno fôlego de não passionalidade.

Proporei a mim algumas perguntas e questionamentos que, à medida que forem respondidos, exporão nossa análise sobre as duas equipes que estarão em confronto neste e no outro final de semana.

Ø Pré-condições do confronto

Fortaleza

Teve 10 de dias de preparação, com direito a um programa de treinamento que deveria ser adequado e conter características voltadas para a feição de jogo decisivo contra um adversário conhecido. Se o trabalho foi realizado de forma adequada tem, portanto, uma ligeira vantagem preparatória. (De 0 a 100 pontos, 95 pontos)

Ceará

Serviu-se dos confrontos anteriores entre ambos para fazer seu planejamento para a partida deste domingo. Seu plano de jogo é muito mais prospectivo, sendo por isso mais teórico que prático e mais reativo que proativo. Também constitui uma leve desvantagem a diminuição do foco da equipe pelo fato de estar disputando as finais da Copa do Nordeste. Em contrapartida, está em ritmo de jogo altamente competitivo. (De 0 a 100 pontos, 85 pontos)

ü Avaliação das potencialidades das equipes e elencos

Fortaleza

Possui um elenco que em número nada fica a dever ao do adversário. Porém, do prisma técnico se iguala em algumas posições, mas se vê inferiorizado em outras. O balanço técnico do grupo é ligeiramente favorável ao adversário. No aspecto físico não dispomos de informações suficientes para destacarmos um ou outro time. Todavia, o número de jogadores sem estarem no melhor de suas formas físicas é maior que o do Ceará. As opções de banco também são ligeiramente inferior, tanto no aspecto técnico quanto no potencial de alteração do repertório tático. (De 0 a 100 pontos, 70 pontos)

Ceará

O elenco à disposição é rigorosamente em menor número que o do adversário. Entretanto, não perdeu titulares de fato para esse primeiro confronto. Em circunstâncias normais, o zagueiro Sandro e o atacante William não são titulares e o meia Wescley disputa uma vaga no meio de campo. Portanto, não podem ser considerados propriamente desfalques. Já pelo adversário, Lima e Vinicius Hess seriam titulares e importantes no esquema do treinador Marcelo Chamusca. (De 0 a 100 pontos, 90 pontos)

ü Características gerais e nuances das equipes

Fortaleza

Em jogos que não seja contra o Ceará, o Fortaleza costuma propor jogo desde os minutos iniciais, tendo esta fase uma duração de até 15 minutos. Nesse tempo a equipe demonstra maior movimentação, transições com maior povoamento e compactação, uma melhor distribuição da geometria de seu jogo e maior intensidade. A partir daí, em tendo um adversário qualificado, divide com ele em proporção parecida as iniciativas do jogo. Na fase final da partida costuma ter um jogo mais pautado no individualismo que no aspecto coletivo. Nesse período crucial da partida costuma enfrentar dificuldades no tocante a marcação, em parte pelo esgotamento de seus principais jogadores. Cede espaços em sua organização defensiva e fica mais suscetível aos contragolpes. A alternância entre Auremir e Pio tem sido prejudicial à equipe. Auremir é mais marcador que Pio, e este não vive um bom momento, sobrecarregando Correa. (De 0 a 100 pontos, 85 pontos)

Ceará

As dificuldades da equipe costumam ser mais contingenciais. Há demonstrado maior equilíbrio que seu adversário nas suas três linhas: defesa, meio-campo e ataque. Magno Alves toma conta dos dois zagueiros adversários e Assisinho e Marinho marcam as subidas dos laterais. Quem funciona como meias marcam os volantes adversários e os volantes vigiam os meias rivais. Com Samuel Xavier e Fernandinho, os zagueiros passam a ter uma proteção adicional, sobretudo com Fernandinho que tem mostrado uma nova e positiva faceta como marcador. O goleiro Luis Carlos se equipara a Deola, tendo a seu favor ser mais constante e vívido (ligado). Ao Ceará há um desafio específico deste jogo para ser vencido: a focalização. O foco do Fortaleza em tese é um pouco maior. (De 0 a 100 pontos, 90 pontos)

ü Pontuação geral avaliativa (meramente teórica)

ü Fortaleza: 250 pontos em 300 possíveis

ü Ceará: 265 pontos em 300 possíveis

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terça-feira, abril 21, 2015

Qual é a regulamentação para atuar como treinador de futebol no Brasil?

Universidade do Futebol esclarece disputa entre entidades que representam as categorias dos treinadores e dos professores de Educação Física

Equipe Universidade do Futebol

Treinador

 

A regulamentação da profissão de treinador de futebol no Brasil vem sendo debatida há muitos anos. No centro deste debate estão, de um lado, as entidades que representam os profissionais de Educação Física, em especial CONFEF (Conselho Federal de Educação Física e CREF's (Conselhos Regionais de Educação Física) e de outras instituições sindicais representativas dos treinadores que não são certificados pelas Escolas de Educação Física, geralmente liderados por ex-atletas que pleiteiam ou já exercem a função de treinadores em clubes ou outras instituições futebolísticas.

Nesta quebra de braços, a vantagem muitas vezes parece ficar com as instituições mais organizadas e estruturadas que representam os profissionais formados em Educação Física. Porém a briga ainda está longe de encontrar um vencedor, apesar dos argumentos de ambos os lados. Recentemente, por exemplo, o SITREFESP (Sindicato dos Treinadores de Futebol do Estado de São Paulo) deu um golpe na instituição que representa os graduados em Educação Física, o CREF4/SP (Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região), como veremos nesta matéria.

A partir do Decreto-Lei 3.199 de 1.941, reconheceu-se a presença de um profissional qualificado para trabalhar como treinador o indivíduo formado pela Escola de Educação Física e Desporto da Universidade do Rio de Janeiro. Trinta e cinco anos mais tarde, a Lei 6.354 de 1.976 dizia em seu artigo 27: "Todo ex-atleta profissional de futebol que tenha exercido a profissão durante 3 (três) anos consecutivos ou 5 (cinco) anos alternados, será considerado, para efeito de trabalho, monitor de futebol" (Brasil, 1976).

Entretanto, a regulamentação da ocupação de treinador profissional de futebol onde se estabeleceram as mesmas legislações do trabalho e da previdência social, se oficializou pela Lei 8.650 de 1.993, que dizia no seu artigo 3:

O exercício da profissão de Treinador Profissional de Futebol ficará assegurado preferencialmente:

I - aos portadores de diploma expedido por Escolas de Educação Física ou entidades análogas, reconhecidas na forma da lei;

II - aos profissionais que, até a data do início da vigência desta Lei, hajam, comprovadamente, exercido cargos ou funções de treinador de futebol por prazo não inferior a seis meses, como empregado ou autônomo, em clubes ou associações filiadas às Ligas ou Federações, em todo o território nacional".

Atualmente, a Lei Nº 9.696, de 1º de setembro de 1.998, que regulamenta a profissão de Educação Física, diz no Art. 3º:

"Compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto" (Brasil, 1.998).

Há movimentos para se estabelecer uma regulamentação conjunta. A própria CBF, entidade que rege o futebol no Brasil, promove um projeto educacional que pretende, com o apoio de Fifa e Uefa, se tornar o curso oficial que permita o exercício da profissão do treinador de futebol. Mas a situação ainda permanece indefinida.

Por enquanto, o que vale mesmo é a qualificação - ou seja, competência - para determinado profissional desempenhar a função de treinador de futebol. Para isso, basta ele ter o aval da direção do clube, com ou sem chancela do CREF, ou de qualquer outra certificação.

Em 2009, por decisão da Dra. Silvia Melo da Matta, Juíza Federal Substituta, da 8ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, foi concedida a antecipação dos efeitos da tutela antecipada que garante aos técnicos e ou treinadores de futebol o livre exercício profissional.

A ação foi movida pelo SITREFESP, presidido por Mário Travaglini, que procurou salvaguardar seus associados com o direito de exercerem livremente o trabalho, sem que houvesse qualquer interferência do CREF4/SP.

Afirma a autora da decisão que a Lei 8.650/93, a qual dispõe especificamente sobre as relações de trabalho do treinador profissional de futebol, está sendo desrespeitada pelo CREF4/SP, pois está previsto em seu artigo 3º que a profissão de treinador profissional de futebol será exercida preferencialmente por portadores de diploma expedido por escolas de Educação Física, e não obrigatoriamente, como quer o CREF4/SP. Há ainda o argumento de que a Lei 8.650/93 é especifica da categoria, não cabendo qualquer tentativa de enquadramento em outra legislação ou normativa.

Além disso, o Conselho Federal de Educação Física - CONFEF e o CREF4/SP - são órgãos de representação, de disciplina, de defesa e fiscalização exclusivamente dos profissionais de Educação Física.

O técnico ou treinador de futebol não precisa estar inscrito no Conselho Federal de Educação Física e nem em Conselhos Regionais de Educação Física. Os clubes de futebol têm em seus quadros profissionais de várias áreas, entre eles médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, nutricionistas e preparadores físicos. Estes fazem parte da comissão técnica de uma equipe, mas cada um está sujeito à inscrição nos conselhos que representam suas respectivas categorias profissionais.

A Dra. Sílvia acatou o pedido do advogado Dr. João Guilherme Maffia, que representou o Sindicato dos Treinadores na demanda, antecipando os efeitos da sentença, garantindo assim aos técnicos e ou treinadores de futebol, associados ao SITREFESP, o livre exercício de sua profissão, independentemente de estarem inscritos no Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região de São Paulo.

O fato é que - apesar das acaloradas polêmicas - até o momento não existe no Brasil nenhum curso oficial que "autorize" alguém a ser treinador ou técnico de futebol. A eventual regulamentação que autorizaria o exercício legal da profissão simplesmente não existe. Por isso, o que se vê neste disputado mercado são clubes e instituições futebolísticas contratando os seus profissionais baseados em recomendações, indicações, experiência acumuladas ou então por suas competências específicas, e não preferencialmente a partir de sua certificação em Educação Física.

Enquanto a regulamentação não se efetiva, cabe aos profissionais e pretendentes ao exercício da profissão de treinador, qualificarem-se para bem exercer suas funções, sejam eles professores de Educação Física, ex-jogadores de futebol, ou qualquer outra pessoa que deseje seguir essa carreira.

Nesta direção e também preocupada com o movimento de regulamentação da profissão de treinador, a Universidade do Futebol se destaca ao oferecer cursos on-line e presenciais que objetivam promover a qualificação profissional dos gestores de campo (além do treinador, o assistente técnico, o preparador físico, o treinador de goleiros, o coordenador técnico, etc.), elemento indispensável para o adequado exercício de suas funções. E é sempre bom lembrarmos que qualificação profissional deveria ser pré-requisito para o exercício de qualquer profissão.

sábado, abril 18, 2015

Ferroviária vence e retorna à elite após 19 anos

A Ferroviária está de volta à elite do futebol paulista. Neste sábado (18), a equipe venceu o Guaratinguetá por 1 a 0, fora de casa, pela antepenúltima rodada da Série A2.

Com o resultado, o time chegou a 40 pontos e não pode ser alcançado pelo quinto colocado. Os quatro primeiros após 19 rodadas garantem o acesso.

A Ferroviária disputou pela última vez a elite do futebol paulista em 1996.

O time, fundado em 1950, brilhou já na década seguinte, quando foi tricampeão do interior e revelou nomes como o volante Dudu, que integrou a célebre Academia do Palmeiras dos anos 1960.

Para chegar à situação atual, o clube precisou "ressurgir das cinzas". Endividado, virou empresa e abriga suas partidas em uma nova casa, a Arena da Fonte.

O moderno estádio substituiu o tradicional Fonte Luminosa, graças a um investimento feito pelo governo federal de R$ 27 milhões.

A obra foi viabilizada na gestão do ex-prefeito Edinho Silva (PT), hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social, que administrou a cidade de 2001 a 2008. Três dias antes da reabertura, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, visitou o estádio.

Leonardo Fermiano/Divulgação/Ferroviária

Lance do jogo entre Guaratinguetá e Ferroviária
Lance do jogo entre Guaratinguetá e Ferroviária

Reinaugurada em 22 de outubro de 2009 após um ano e quatro meses de obras, a arena recebeu 21.254 torcedores na vitória contra o Ituano, por 2 a 1. O local tem capacidade para 25 mil pessoas e já sediou jogos de clubes como Corinthians e Palmeiras.

A antiga Fonte Luminosa foi repassada à prefeitura como moeda de troca para a quitação de dívidas do clube.

Os quatro clubes rebaixados para a Série A2 foram Penapolense, Portuguesa, Bragantino e Marília. 

Folha de São Paulo

sexta-feira, abril 17, 2015

Teste: 24 das 27 federações ignoram torcedor

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Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br

Na última quinta-feira, o novo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, assumiu o cargo com a promessa de "mudar o futebol brasileiro". Uma sugestão é começar melhorando a comunicação entre as 27 federações de futebol do país e os torcedores. Em teste realizado pelo ESPN.com.br, 24 entidades simplesmente ignoraram mensagens de e-mail enviadas para suas áreas de ouvidoria ou "Fale Conosco".

A reportagem mandou três perguntas (por meio de formulário próprio ou e-mail) para as 27 federações (26 Estados mais Distrito Federal). Os questionamentos foram todos enviados na última quarta-feira, 15/04, às 13h (horário de Brasília). Foi estipulado um prazo de 36h para as entidades enviarem resposta antes da publicação da reportagem, mas apenas três esclareceram as dúvidas de um torcedor fictício.

As três perguntas feitas aos ouvidores ou assessores responsáveis foram baseadas em dúvidas comuns de torcedores, segundo pesquisas. Foram elas:

1) Como faço para acompanhar o sorteio dos árbitros?
2) Onde nos estádios posso encontra uma cópia do regulamento do Estadual?
3) Quanto tempo depois dos jogos os clubes são obrigados a divulgar súmula e borderôs?

Os e-mails foram enviados de um endereço normal de Gmail, como se fossem de um torcedor comum, sem nenhum tipo de associação à ESPN.

As duas federações mais rápidas no atendimento foram as de São Paulo e Paraná, que demoraram cerca de 2h30min para responder. As explicações paulistas foram breves, mas satisfatórias, enquanto as paranaenses foram muito mais completas.

A outra entidade que respondeu foi a Federação Gaúcha, em cerca de 3h. As respostas também foram consideradas completas e satisfatórias.

Diversos sites, porém, apresentaram problemas. O da Federação do Rio de Janeiro, por exemplo, possui um formulário para envio de mensagem para a ouvidoria. A reportagem tentou enviar mensagens por diversas vezes tanto na terça quanto na quarta, mas, nos dois dias, recebeu alerta de erro. Isso se repetiu também no Ceará e Mato Grosso do Sul, entre outros.

Casos mais graves foram os da federação de Roraima, que nem mesmo possui site oficial (ao se fazer uma pesquisa no Google, não se encontra nenhuma página), e o da Brasiliense, que até possui site, mas com diversos problemas de navegação. A reportagem tentou acessar a área de contatos em três navegadores diferentes (Chrome, Firefox e Internet Explorer), mas não conseguiu.

A CBF também passou pelo teste e foi aprovada. A ouvidoria da entidade máxima do futebol respondeu aos questionamentos do ESPN.com.br em aproximadamente 2h.

Veja qual foi o feedback dado pelas federações via internet:

São Paulo
Quando respondeu: 2h30min após o envio da mensagem. A resposta esclareceu todas as dúvidas de maneira satisfatória.
Trecho da resposta: "O sorteio dos árbitros será amanhã, às 15h, no Salão Nobre da Federação, Rua Federação Paulista de Futebol, nº 55. O Sr. está convidado"

Rio de Janeiro
Quando respondeu: Não respondeu
Motivo: O site apresentou a seguinte mensagem de erro quando o formulário foi enviado: "Erro ao enviar o e-mail! Ocorreu um erro ao enviar o email"

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Em discurso, Del Nero critica MP e esnoba mata-mata no Brasileiro

SÉRGIO RANGEL
DO RIO
BERNARDO ITRI
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Del Nero

No primeiro ato como presidente da CBF, Marco Polo Del Nero entrou em rota de colisão com o governo.

No discurso de posse, o cartola atacou a medida provisória editada pelo governo para o refinanciamento das dívidas dos clubes.

Ao lado do ministro do Esporte, George Hilton, Del Nero fez questão de dizer que alguns pontos da MP "violam a Constituição federal, invadem a administração de clubes e federações e promovem cisão da unidade do futebol brasileiro".

O cartola defende que o texto da MP seja alterado consideravelmente no Congresso –a CBF acertou com os clubes que ninguém deve aderir ao refinanciamento sob as condições fixadas pelo governo.

A CBF é contra, por exemplo, a imposição de que os clubes tenham que investir no futebol feminino e nas categorias de base.

Del Nero também se mostrou contra a volta do mata-mata ao Brasileiro. "Não vejo necessidade", disse. Porém, avisou que vai ouvir os clubes a respeito. 

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quinta-feira, abril 09, 2015

Em defesa do futebol carioca e brasileiro

 

Diante dos episódios recentes do Campeonato Carioca que dominaram os debates do mundo do futebol, o Bom Senso F.C. manifesta sua solidariedade ao Clube de Regatas Flamengo e ao Fluminense Football Club. As arbitrariedades cometidas não são condizentes com o papel que as Federações deveriam cumprir.

Ao contrário do que alguns divulgam, o Bom Senso não é contrário a existência das Federações. Acreditamos que as Federações estaduais têm, teoricamente, um papel fundamental para o desenvolvimento do futebol brasileiro em suas dimensões educacionais e sociais. Para nós, elas deveriam ser a ramificação pela qual a CBF disseminaria e aperfeiçoaria sua metodologia, ainda inexistente, para o fomento e a democratização do esporte, para o desenvolvimento e capacitação dos profissionais da área técnica e de gestão de todo o futebol brasileiro.

Isso não quer dizer que sua participação na organização das competições de atletas profissionais seja preponderante. Está claro que não é por meio dessas competições que essas entidades cumprem sua função primordial, a social. Não concordamos com o modelo atual dos estaduais, com 19 datas. Esse período representa 25% do ano e gera apenas entre 6 e 15% da arrecadação dos grandes times.

Atualmente o Sr. Eurico Miranda e o Sr. Rubem Lopes, críticos circunstanciais, dizem que o fim dos estaduais representa o desemprego de 3 mil famílias. O Bom Senso afirma há 2 anos que a manutenção desse modelo de calendário resulta, ao final dos estaduais, o desemprego de 15 mil famílias por todo o Brasil. O que eles têm a dizer sobre isso?

Também não concordamos que as Federações tenham tanto poder, com a maioria dos votos no Colégio Eleitoral da CBF. Lutamos por mais democracia na eleição da Presidência da CBF - pedra filosofal para a oxigenação do futebol brasileiro e mola propulsora para que as decisões sejam mais técnicas e menos políticas. Defendemos que as entidades de administração desportiva, regionais ou nacionais, sejam mais democráticas e transparentes, com massiva participação dos clubes e dos atletas nos colegiados e conselhos técnicos.

Reivindicamos e propusemos uma fórmula de calendário que ofereça estabilidade de emprego a todos os profissionais do futebol e previsibilidade das datas dos jogos durante o ano todo, para que se permita aos clubes do interior conquistarem sua autossuficiência.

A média de público dos estaduais brasileiros é mais baixa que a de países como Vietnã, Uzbequistão e Israel. Os clubes e as novas arenas acumulam déficits, ao passo que a arrecadação das federações aumentou 25% de 2012 para 2013. Vemos ainda que 1/3 dos seus presidentes estão há mais de 20 anos no poder.

O objetivo de todas as entidades de administração do futebol brasileiro - além das dimensões sociais e educacionais – deve ser melhorar a visibilidade e competitividade do futebol que administram. Infelizmente, em todas esses aspectos as Federações estaduais fracassaram.

Bom Senso FC,

por um futebol melhor para todos.

quarta-feira, abril 08, 2015

Redução da maioridade penal: um retrocesso calcado em mentiras

NOTA DE REPÚDIO

 

Redução da maioridade penal: um retrocesso calcado em mentiras

 

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A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - Abong vem a público repudiar a decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados que aprovou, na última terça-feira (31/03), a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Apesar dos protestos de manifestantes presentes à reunião, com 42 votos a favor e 17 contra, a CCJ considerou a PEC admissível em termos de constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa.

 

A sociedade brasileira, por meio de importantes e representativas instituições, tem manifestado completa discordância e repulsa à possibilidade de alteração da lei. Estas entidades estão se mobilizando para que não haja retrocesso em conquistas fundamentais dos/as jovens no Brasil, viabilizadas por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que em 2015 completa 25 anos e é considerada uma legislação de referência mundial. A Abong vem se somar a essas inúmeras vozes da sociedade civil brasileira contra aquilo que considera um marco no retrocesso de direitos e uma violação à história de luta por direitos humanos no País.

 

Toda a argumentação em defesa da redução da maioridade penal parte de premissas falsas. Uma delas, a de que o aumento de penas de prisão diminui a criminalidade. Experiências internacionais mostram que essa relação não existe. Países que optaram pela redução da idade penal no passado como Alemanha, Espanha e Japão retrocederam nesta decisão ao analisarem a reincidência criminal de jovens ao saírem da prisão, além do abarrotamento de seus sistemas carcerários.

 

Outra ideia equivocada é tratar os/as adolescentes como os/as principais responsáveis pelo alto número de mortes violentas que ocorrem todos os anos em nosso país. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), dos atentados contra a vida no Brasil, menos de 1% são cometidos por adolescentes, o que representa 0,013% dos/as 21 milhões de adolescentes brasileiros/as.

 

Ao contrário, os/as adolescentes são as maiores vítimas da violência no Brasil: mais de 33 mil adolescentes foram assassinados entre 2006 e 2012, também segundo dados do Unicef. Esse número coloca o Brasil como o segundo país do mundo que mais assassina adolescentes, atrás apenas da Nigéria. Os homicídios são, hoje, a principal causa da mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos no Brasil e atingem, em especial, negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas, segundo o Mapa da Violência de 2014. Justamente a parcela da população que será atingida com a aprovação da PEC 21.

 

A alegação de combate à impunidade também não corresponde à realidade. Hoje, adolescentes infratores/as a partir dos 12 anos cumprem medidas socioeducativas em unidades específicas de internação, que têm como objetivo evitar que estes/as reincidam, tendo sucesso em mais de 80% dos casos. Com a redução, muitos desses/as adolescentes seriam incluídos em um sistema carcerário já muito além de sua capacidade, que exibe taxas de reincidência acima de 70%. Entendemos como um enorme contrassenso a decisão de mandar para um sistema falido adolescentes que a sociedade quer supostamente recuperar.

 

Além de ineficaz, a medida é, no entendimento da Abong, inconstitucional, comprometendo direitos e garantias individuais previstos na Constituição de 1988. Além disso, também iria contra recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) que determina que as crianças de todo o mundo devem ser protegidas por mecanismos especiais de alimentação, saúde, educação, moradia e, inclusive, tratamento especial quando violam a lei. Outros órgãos internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), também expressaram publicamente sua preocupação com o tema.

 

No próximo período, a Câmara criará uma comissão especial para examinar o conteúdo da PEC durante 40 sessões, juntamente com 46 emendas apresentadas nos últimos 22 anos, desde que a proposta original passou a tramitar na Casa. Depois, o texto segue para plenária onde precisa ser aprovado em duas votações por três quintos dos/as deputados/as antes de seguir para o Senado.

 

Esperamos que os/as parlamentares da Câmara e do Senado não permitam que este retrocesso se concretize, o que seria uma derrota sem igual para a democracia brasileira.

 

Abong – Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns

quinta-feira, abril 02, 2015

Com sul-americanos, Porto já faturou mais de R$ 1,7 bilhão neste século

LANCEPRESS

O Porto acertou nesta terça-feira (31) a venda do lateral-direito Danilo ao Real Madrid por 31,5 milhões de euros (R$ 108 milhões). A negociação é mais um exemplo do modelo de negócios do clube.

Nos últimos anos, o time português se notabilizou em garimpar talentos na América do Sul, em um esquema que conta com cerca de 250 olheiros espalhados. Se for olhar para o faturamento da equipe comandada pelo presidente Pinto da Costa há mais de 30 anos, tudo fica ainda mais assustador .

Só neste século, o time arrecadou R$ 1,74 bilhão com jogadores sul-americanos (veja lista completa mais abaixo).

Danilo até saiu do Brasil já conhecido, tinha até conquistado a Copa Libertadores pelo Santos. Porém, muitos destes sul-americanos vão para o Porto ainda jovens e desconhecidos em seus próprios países.

O ex-atacante Jardel, com passagens por Vasco e Grêmio, foi ídolo e fez um caminhão de gols na década de 1990 pelo Porto. Foi vendido na temporada 2000/01 e começou essa tradição portista. Saiu para o Galatasaray por R$ 70 milhões (de acordo com o câmbio atual).

Nos anos seguintes, o Porto vendeu ainda jogadores como Carlos Alberto, Luís Fabiano, Diego, Anderson, Pepe. Estes dois últimos, aliás, começaram a nova era em que o Porto conseguia negócios espetaculares.

Michael Buholzer/AFP

Danilo durante jogo do Porto pela Liga dos Campões
Danilo durante jogo do Porto pela Liga dos Campões

O atual jogador do Internacional foi para o Manchester United por R$ 129,4 milhões, enquanto o zagueiro foi vendido ao Real Madrid por R$ 123,8 milhões.

Na década seguinte, o modelo alcançou a excelência. Falcao García, Hulk, James Rodríguez, e agora Danilo, todos superaram a casa dos R$ 100 milhões. Sendo que os jogadores ofensivos passaram com folgas.

Outros jogadores como Fernando, Iturbe, Otamendi, Álvaro Pereira, Guarín e outros renderam alguns bons euros para o Porto. Tanto que se for contar apenas esta década, o Porto já está muito perto de ultrapassar a casa do R$ 1 bilhão apenas com craques sul-americanos.

O que fatalmente vai acontecer na janela de transferências de verão, que acontece no meio do ano. De 2010 para cá, já entraram R$ 933 milhões. Jackson Martínez já manifestou vontade de sair no meio deste ano.

Alex Sandro é outro que pode sair, e não vai barato. Carlos Eduardo, emprestado ao Nice, deve acabar também saindo em definitivo.

CONFIRA OS JOGADORES SUL-AMERICANOS VENDIDOS PELO PORTO DESDE 2.000

Danilo (para o Real Madrid) - R$ 108 milhões 2014/15
Fernando (para o Manchester City) - R$ 61,6 milhões
Iturbe (para o Verona, e revendido à Roma) - R$ 61,6 milhões
Otamendi (para o Valencia) - R$ 49 milhões 2013/14
James (para o Monaco) - R$ 186,8 milhões
Lucho (para o Al Rayyan)- R$ 14 milhões 2012/13
Hulk (para o Zenit) - R$ 163,5 milhões
Álvaro Pereira (para a Inter de Milão) - R$ 49 milhões
Guarín (para a Inter de Milão) - R$ 46,7 milhões
Souza (para o Grêmio) - R$ 15,4 milhões
Belluschi R$ 9,3 milhões 2011/12
Falcao García (para o Atlético de Madrid) - R$ 163,5 milhões 2010/11
Ernesto Farías (para o Cruzeiro) - R$ 4,6 milhões 2009/10
Lisandro López (para o Lyon) - R$ 98,5 milhões
Lucho (para o Olympique de Marselha) - R$ 79,4 milhões
Ibson (para o Spartak Moscou) - R$ 16,3 milhões
Bolatti (para a Fiorentina) - R$ 14 milhões 2008/09
Paulo Assunção (para o Atlético de Madrid) - R$ 12,1 milhões 2007/08
Anderson (para o Manchester United) - R$ 129,4 milhões
Pepe (para o Real Madrid) - R$ 123,8 milhões
Mareque (para o Independiente) R$ 6 milhões 2006/07
Diego (para o Werder Bremen) - R$ 24,7 milhões 2005/06
Luís Fabiano (para o Sevilla) - R$ 42 milhões
Thiago Silva (para o Dynamo Moscou) - R$ 14 milhões 2004/05
Deco (para o Barcelona) - R$ 88,7 milhões
Carlos Alberto (para o Corinthians) - R$ 42 milhões
Derlei (para o Dynamo Moscou) - R$ 30,8 milhões 2002/03
Paredes (para o Reggina) - R$ 19,6 milhões 2000/01
Jardel (para o Galatasaray) - R$ 70 milhões 

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