Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

sexta-feira, maio 18, 2018

G7 do Nordeste chega a 100 mil sócios em dia e receita deve superar R$ 50 mi

Seja pela emoção, pelo embalo de uma conquista ou pelo humor, as campanhas de sócios vêm ganhando peso dentro das administrações dos clubes do Nordeste.
Considerando os sete maiores no futebol da região, as mensalidades de 2017 geraram R$ 40,46 milhões em receitas, fora ingressos e produtos licenciados comprados com descontos pelos associados. Em maio de 2018, o G7 ultrapassou a barreira de 100 mil associados titulares adimplentes. Tomando como base uma média de R$ 40 por plano, este quadro (105.210) poderá gerar R$ 50 mi nesta temporada, ou 4,2 milhões de reais por mês – mas com disparidade na arrecadação, já a partir do cenário recifense, como indica o ranking abaixo.
Como não poderia deixar de ser, as redes sociais funcionam como força motriz neste processo, com a ativação de vídeos de convocação, descontos, feirões de adesão etc. Abaixo, alguns deles, nos mais variados formatos. Tem a hilária participação do volante Derley no Fortaleza, a resenha de Jotinha no Bahia, o acesso do Vozão, a marca atingida pelo Vitória, a apresentação do Santa sobre o Tricolor de Coração, a campanha Ilha Lotada do Sport e a volta alvirrubra aos Aflitos.

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Total de sócios titulares adimplentes (entre parênteses, a última atualização)
32.000 – Sport (17/05)
19.086 – Fortaleza (17/05)
18.912 – Ceará (14/05)
16.000 – Bahia (15/05)
10.000 – Vitória (03/04)
4.730 – Santa Cruz (30/04)
4.482 – Náutico (17/05)
Receita com mensalidades em 2017 (entre parênteses, o percentual sobre a receita total)*
R$ 12,91 milhões – Sport (11,8%)
R$ 6,52 milhões – Bahia (6,2%)
R$ 5,77 milhões – Fortaleza (24,2%)
R$ 5,55 milhões – Vitória (6,3%)
R$ 4,22 milhões – Náutico (21,2%)
R$ 3,48 milhões – Santa Cruz (21,9%)
R$ 2,01 milhões – Ceará (6,3%)
* Dados obtidos através dos respectivos balanços financeiros

Fonte: Cassio Ziporli

quarta-feira, maio 16, 2018

CBF inaugura novo espaço na Granja Comary na sexta



Site Oficial da CBF


Perto de iniciar a preparação para a Copa do Mundo Rússia 2018 na Granja Comary, a Seleção Brasileira poderá contar com um novo espaço a partir desta sexta-feira (18). A CBF inaugurará o Centro de Excelência do Futebol Brasileiro, uma estrutura moderna e pensada para atender a três pilares - Treinamento, Ensino e Pesquisa.

Os profissionais de mídia credenciados para a cobertura dos treinos da Seleção Brasileira na semana seguinte estão convidados para conhecer o Centro de Excelência nesta sexta-feira. Com início às 11 horas, será realizado um tour com os jornalistas pela Granja Comary, local que servirá de concentração para a delegação nesta semana de trabalhos em Teresópolis. Edu Gaspar, coordenador de Seleções, e Fabio Mahseredjian, preparador físico, serão os guias.

Além do Centro de Excelência, a imprensa terá a oportunidade de conhecer toda a estrutura de hospedagem do CT da Seleção Brasileira, a recém construída sala do Centro de Pesquisa e Análise, a nova área do Departamento Médico e tudo o mais que estará a serviço da equipe nesta preparação para a Copa do Mundo.

Para participar desta pauta, os credenciados para os treinos na Granja Comary devem confirmar presença até a quinta-feira (17), às 13 horas, através do e-mail imprensa@cbf.com.br
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O gesto de solidariedade do Grêmio que emocionou os venezuelanos

Integrantes da delegação fizeram doação aos funcionários do hotel em Maturín

Eduardo Gabardo / Agência RBS
Grêmio deixou doações aos funcionários do hotel em que ficou hospedado

Durante a passagem por Maturín para o jogo contra o Monagas, pela Libertadores, os integrantes da delegação do Grêmio ficaram sensibilizados com a crise econômica da Venezuela. Os atletas não tiveram a oportunidade de circular muito pela cidade e ver de perto o drama das prateleiras vazias nos supermercados nem as madrugadas dos venezuelanos nas filas para conseguir sacar apenas o equivalente a R$ 5 pela manhã.

Puderam, no entanto, conversar com os funcionários do Hotel San Miguel Golf Club, local da concentração, e ouviram deles as histórias de sofrimento da vida na Venezuela. Todos ficaram extremamente sensibilizados com a situação. Imediatamente se tomou uma decisão, e os integrantes da delegação concordaram em reunir uma quantia em dinheiro para doação aos funcionários do hotel.

Quando começou o recolhimento da verba, todos fizeram questão de participar. Atletas, comissão técnica, dirigentes, seguranças, funcionários da logística, entre outros. O valor arrecadado não foi divulgado, mas se sabe que foi uma quantia significativa para os padrões locais.

E mais do que isso: também foi decidido entregar todos os itens de higiene pessoal levados, além de toda a alimentação que estava com a delegação. Em alguns momentos, a equipe que servia o Grêmio também foi convidada a participar das refeições. Todos que tiverem oportunidade de participar destes momentos relataram a emoção com o gesto do clube.

Mais do que a vitória, o Grêmio deixou na Venezuela um belo exemplo de solidariedade.
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quarta-feira, maio 09, 2018

Times caloteiros terão mais dificuldade em manter elenco, segundo a FIFA


Mazzuia

Times caloteiros tem marcado uma grande presença no futebol mundial. Enquanto na Europa, as medidas variam entre punição de pontos, rebaixamento e impossibilidade de comprar atletas em um determinado período, no Brasil nada acontece.

Nas transferências internacionais, o Guarani já chegou a perder 3 pontos na Série B do Brasileiro em 2006, quando começou a negociação do lateral esquerdo, Gilson, para o Samsunspor Külübu, da Turquia ainda no ano 2004, mas desistiu da continuidade. Os turcos, exigiram ainda ressarcimento de tudo que gastaram entre passagens aéreas e exames médicos e o Bugre tomou multa de 9 mil dólares.

As leis para combater times caloteiros feita pela FIFA, deve entrar em vigor ainda em 2018, inicialmente para transferências entre países, sendo que o atraso de pelo menos dois meses de salário, já da direito ao jogador de obter rescisão.

Encostado

Jogadores que forem colocados para treinar em separado de forma humilhante ou lesiva, também terão direito a rescisão.

Leis Nacionais

A entidade máxima do futebol, não pode mudar leis internas de cada país, portanto a vigência é a caráter internacional.

Nesse caso, se um atleta registrado em um clube brasileiro quiser pedir rescisão, ele deverá esperar os três meses, mencionado na Lei Pelé dentro do próprio país, mas apenas dois meses, se o convite for do exterior.

Punição

Os juízes de primeira instância, também terão mais poder, segundo a FIFA, agora caso os times caloteiros não eliminem sua dívida em até 45 dias, o acordo não pode ser protelado. A equipe pode ficar até três janelas de transferências sem comprar atletas.

Credibilidade

Os 11 pontos buscados nessa nova reforma, alguns ainda a serem discutidos em futuros compromissos, sem data pré-estabelecida, gera resistência nos clubes.

Infantino, presidente da FIFA, quer limitar o número de compras e empréstimo de jogadores, para evitar um monopólio de mercado das agremiações com poderes financeiros exorbitantes.

Aqueles times pontes, que contratam um jogador, para repassá-lo em sequência e a comissão para agentes ou empresários, devem sofrer investigações. Quem realiza negociação, deve receber no máximo 3%, contudo, o valor tem girado entre 5 a 15%.

Salário "limpo"?

Preocupada com a disparidade entre "grandes e pequenos", a FIFA estuda limitar o teto salarial, baseado no percentual dos ordenados, relacionado a receita do clube.

Brasil

Exceto a Lei Pelé, que permite até três meses de atraso salarial, as demais leis não falam sobre os demais assuntos profundamente, logo, o Brasil poderá se sujeitar as novas medidas, sendo que a parte do teto salarial, indiretamente, não é tão distante daquilo que a Lei Profut, tenta implantar!

segunda-feira, maio 07, 2018

'Compliance' no Futebol: um novo caminho a ser trilhado

Compliance Review / Fernando Monfardini 

Futebol

Os clubes brasileiros de futebol vivem, historicamente, uma realidade de irresponsabilidade em sua gestão corporativa. O esporte e a cultura de administração se desenvolveram de forma contrária aos preceitos de uma administração transparente e saudável, mantendo, desde a origem, o amadorismo típico da Associação Esportiva.
Seus Estatutos permitem que dirigentes incapacitados sejam eleitos, gerando diversos problemas, como: (i) amadorismo da gestão e dos mecanismos de controle e fiscalização do Clube, inviável diante da complexidade que envolve o dia-a-dia do futebol, com inúmeros contratos, regulações específicas de diversos entes e grande movimentação financeira; (ii) pouca democratização no processo de eleição aos cargos diretivos: a não remuneração de dirigentes estatutários é regra, que, concentra o poder na mão de grupos políticos formados por pessoas abastadas que podem abrir mão de salários, em vez de trazer pessoas que possam, de fato, contribuir de forma profissional. Não raramente, esse fator enseja conflitos de interesse entre os dirigentes e os clubes.
Dessa forma, apesar de movimentar bilhões no país, a realidade dos grandes clubes brasileiros é de endividamento.
Quando essa bolha do endividamento dos clubes estava prestes a estourar e tornar os grandes clubes do país inviáveis, fora sancionada a Lei 13.155/15, conhecida como PROFUT (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), criada com o intuito de parcelamento do endividamento dos Clubes em até 240 vezes.
O PROFUT estabeleceu princípios e práticas de responsabilidade fiscal e financeira e de gestão transparente para entidades esportivas como contrapartida para o pagamento dos parcelamentos especiais das dívidas pela União, dispondo também sobre gestão temerária.
Com esse novo cenário legislativo para os clubes, a criação da Autoridade Pública de Governança de Futebol (APFUT) e a previsão de sanções administrativas no futebol, os Clubes que não se adequarem, além de perderem o parcelamento e as certidões positivas com efeito de negativas, podem perder pontos nos campeonatos ou ser rebaixados automaticamente.
Sendo assim, com as novas exigências trazidas pelo PROFUT, que vão ao encontro de modelo de regulamentação que visa moralizar e profissionalizar o futebol, criar um novo cenário no combate à corrupção e na promoção do Compliance e Gestão Corporativa no âmbito da Lei Federal nº 12.846/13 (a Lei da Empresa Limpa ou Lei Anticorrupção), faz-se necessária uma mudança no paradigma da administração dos clubes, que deve ser pautada por uma gestão transparente e profissional.
Esse novo cenário exige dos clubes uma mudança em sua governança corporativa, que pouco evoluiu ao longo dos anos, tendo, praticamente, as mesmas características amadoras dos primórdios das práticas do esporte, ignorando o grande salto dado pelo esporte em todos os outros aspectos. O esporte cresceu em complexidade e volume financeiro de forma astronômica, mas ainda continua sendo gerido praticamente como era quando concebido enquanto associação esportiva amadora, sendo que grande parte do problema é o modelo dos Órgãos Diretivos destes Clubes, que permite que a gestão seja feita por profissionais, em regra, amadores.
Essa estrutura associativa tradicional dos clubes condiciona-os à manutenção de uma forma de administração inviável para sua sustentação saudável, podendo ser a base para a análise de riscos da estruturação de um sistema de Compliance.
Sendo assim, o Compliance nos clubes de futebol é uma ferramenta para ajudar a sanar vários problemas de governança corporativa, funcionando como um mecanismo de controle interno nos clubes, com viés de proteger a instituição e moralizá-la.
A forma como são feitas as eleições e mudanças nos estatutos e a forma como é estruturada a Diretoria destes clubes são fatores primordiais para se formar uma base na qual se sustenta a formação de um Sistema de Compliance específico para o futebol, principalmente no Brasil. Dessa forma, é necessário que se faça um estudo da estrutura dos Clubes.
Seguindo esse raciocínio, foi promovido pelo Coritiba Football Club o primeiro sistema de Compliance em um clube de futebol da América Latina, lançado com o nome de Conduta Coxa Branca, liderado pelo Diretor Jurídico do Clube, Gustavo Nadalin.
Há muito que se produzir em termos de Compliance no futebol e, com as novas exigências trazidas pelo PROFUT e o recente licenciamento dos clubes promovido pela CBF, que entrará em vigor em 2018, e que cobra diversas mudanças na gestão dos Clubes, o uso de sistemas de controle interno será um caminho necessário para a sobrevivência dos Clubes.

Fernando Monfardini é advogado formado na Faculdade Brasileira-MULTIVIX no ano de 2015. Atualmente cursa especialização em Compliance, Lei anticorrupção e Controle da administração Pública na Faculdade de Direito de Vitória-FDV.

sexta-feira, março 30, 2018

Marketing dos clubes brasileiros precisa se reinventar

AMIR SOMOGGI
O futebol brasileiro precisa de forma definitiva mudar seu modelo de administração. O sistema político atual e suas danosas consequências para a gestão dos clubes precisar estar adaptado à realidade das empresas.
As entidades podem mudar sua estrutura jurídica para empresas ou se manter como clubes, mas precisam de forma urgente modificar com são administrados.
Não é possível que clubes que faturam mais de R$ 300 milhões por ano ainda sejam geridos de forma tão precária.
Um dos pontos centrais dessa mudança passa pelo departamento de marketing e comunicação dos clubes. Analisando pelo marketing, somos um fiasco como Indústria do Futebol.
Segundo meu último estudo os clubes brasileiros faturam R$ 593 milhões com patrocínios, um mercado global de mais de R$ 150 bilhões, representamos apenas 0,4% do total.
Em termos de licenciamento a diferença é ainda pior, já que os clubes brasileiros faturam irrisórios R$ 90 milhões por ano, de um mercado global de mais de R$ 65 bilhões, representamos 0,1% do total.
Essa baixa representatividade, para um país como o Brasil, gigante de mídia e entretenimento, somete tem uma explicação, má gestão das marcas dos times.
Os clubes são gigantes adormecidos que precisam mudar seu marketing, orientando esse canhão para a nova era que vivemos. As marcas dos times precisam estar alinhadas com as modernas técnicas de marketing esportivo da atualidade.
Nesse cenário, os patrocinadores se tornam parte do show, ajudam os clubes a propagar suas marcas e os torcedores têm novos mecanismos para expressar sua paixão.
No atual modelo arcaico de buscar marcas para estampá-las nos uniformes, os nossos clubes movimentam com marketing R$ 683 milhões, frente aos R$ 6 bilhões de ingleses, R$ 5 bilhões dos alemães e R$ 3 bilhões dos espanhóis.
O marketing para muitos clubes europeus já é a principal fonte de receita, à frente dos contratos televisivos. Clubes como Bayern, Barcelona, Manchester United e Real Madrid dominam este mercado.
Cada clube tem dezenas de marcas parcerias e suas receitas comerciais superam R$ 1,3 bilhão cada um por ano.
Aqui nossos clubes vivem de poucos patrocinadores, sempre com foco na visibilidade de marca e por isso o faturamento é tão baixo. Os que mais faturam são Palmeiras com R$ 90,7 milhões, Corinthians R$ 71,5 milhões e Flamengo R$ 66,4 milhões.
Os demais muito menos. Grêmio R$ 35,5 milhões, São Paulo R$ 35,3 milhões em patrocínios, Internacional R$ 34,2 milhões e Atlético-MG R$ 31,6 milhões.
O que nenhum clube ainda percebeu, inclusive os que mais faturam, é que simplesmente expor marcas não é mais o suficiente. Os clubes precisam se transformar em uma concreta plataforma de negócios.
Para isso não adianta depois de lotar os uniformes colocar os produtos expostos nas coletivas, que mais parecem balcões de mercadinhos de bairro.
Toda essa mudança somente vai ocorrer junto com uma gestão que gere credibilidade para o mercado. Os clubes administrados como estão, não atraem as marcas mais valiosas para serem seus patrocinadores.
O retorno de mídia não é mais suficiente para atrair marcas parceiras.
Chegou a hora do marketing dos clubes ser reinventado. Modelos bem-sucedidos pelo mundo não faltam, a questão é sairmos da caixa que nos enfiamos.
Branding é o caminho
O marketing atual dos clubes parou no tempo. A saída é modernizá-los com um amplo projeto de longo prazo de branding.
Cada clube tem um DNA único.
Isso precisa ser entendido e convertido em reais oportunidades de negócios.
Os gigantes europeus fizeram isso e abocanharam os bilhões de dólares movimentados com marketing esportivo no mundo.
Todos colocaram de pé um sólido projeto de branding

quarta-feira, março 28, 2018

A periodização e seus ciclos


Ciência do Treinamento
A periodização de um programa de treinamento é fundamental para o sucesso de um atleta e clubes desportivos. Tal estratégia exige várias etapas, denominadas Microciclos, Mesociclos e Macrociclos, onde cada uma delas tem uma função e caracteristicas próprias. Abaixo destacaremos o conceito de cada um deles:
Microciclo
Os Microciclos são as menores unidades do processo de periodização. São caracterizadas pelas sessões de treinamento e podem ser variáveis em período de acordo com a quantidade de sessões totais, normalmente totalizando entre 1 a 4 semanas de treinamento, variando de acordo com a capacidade a ser trabalhada.
Os objetivos a curto prazo são conquistados de microciclo á microciclo, como a melhora em alguma técnica mais simples, correção de posicionamento, entre outros. O ajuste da intensidade e volume de treinamento é fundamental nessa fase para se alcançar os resultados esperados sem que haja contratempos.
Um exemplo de um microciclo no esporte pode ser a preparação de um clube de futebol durante a semana para a preparação especifica para a partida no final de semana. O trabalho é direcionado para aquele adversário visando melhorar características que os façam ter melhorias físicas, técnicas e táticas que sejam importantes para se obter sucesso.
Nesse momento, o treinador deve interagir com o aluno/atleta e expor objetivos, métodos utilizados, discutir dificuldades, prioridades e o desenvolvimento (BISQUOLO, 2010).
Mesociclo
O Mesociclo é uma etapa mais extensa no período de treinamento e normalmente tem duração de 2 a 6 semanas ou microciclos (BISQUOLO, 2010).
A duração dos mesociclos são variáveis de acordo com o calendário competitivo ou período proposto para alcançar objetivo geral. Em geral, existem mesociclos em várias etapas, normalmente introdutórios, pré competitivo, competitivo e recuperação.
Podemos citar como exemplo de mesociclo a pré temporada, onde os atletas voltam de férias e buscam recondicionamento físico visando estar preparados para a temporada (pré competitivo), Preparação de manutenção de condicionamento, prevenção de lesões e aprimoramento tático de longo prazo durante a temporada (Competitivo) e o trabalho de recuperação, onde o atleta já está esgotado da temporada e precisa de um trabalho com cargas mais leves que não permite que pare totalmente, porém, permite regeneração (Recuperação).
Macrociclo
O planejamento geral, visando o maior objetivo de um periodo longo de treinamento é denominado Macrociclo. Um macrociclo é composto de vários mesociclos (no mínimo quatro). Um mesociclo é formado por vários microciclos, normalmente de dois a seis (Dantas, 1985).
A união entre os resultados dos micro e mesociclos levam ao resultado conquistado no macrociclo. Ele pode ser variável dependendo da modalidade praticada.
Alguns exemplos de macrociclo são: Macrociclo para a temporada de clubes de futebol, normalmente tem duração de um ano. Macrociclo para
seleções nacionais de futebol visando a Copa do Mundo, normalmente com duração de quatro anos. Macrociclo de atletas olimpicos visando os Jogos Olimpicos, duração de quatro anos.
Considerações
O bom planejamento de todas as etapas do treinamento é um diferencial entre a preparação de clubes e atletas, sendo determinante para o alcance de ótimos resultados.

Com forte investimento, Alemanha cria o ‘Vale do Silício’ do futebol

Estadão Conteúdo

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Divulgação

A ambição da Alemanha é maior do que “apenas” faturar o pentacampeonato na Rússia e se igualar ao Brasil no número de títulos mundiais. No mesmo mês da Copa, a federação alemã de futebol (DFB) dará início a um projeto que promete ser por muito tempo o ápice da tecnologia e da ciência aplicadas ao futebol. É a Academia DFB, a nova sede e centro de treinamentos e estudos da federação em Frankfurt, que já vem sendo chamada de “Vale do Silício” do futebol.
No país, o projeto é visto como um caminho natural para que Alemanha se consolide como a maior potência do futebol mundial. E a aposta é na inteligência. Serão investidos mais de 110 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) para a construção de um complexo tecnológico e esportivo de mais de 54 mil metros quadrados, compostos por campos, academia, além de laboratórios e salas de aula.
A estrutura será erguida com patrocínio de uma empresa de software para gestão no terreno de um antigo hipódromo da cidade alemã. Como contrapartida para a construção da Academia, nove hectares de floresta nativa deverão ficar intactos e a federação criará um parque público, o “Parque Cidadão”, como parte do projeto.


A Academia DFB, o 'Vale do Silício do futebol'
O objetivo é o de ser o líder na análise digital da esporte, fator considerado como a nova etapa na qual uma comissão técnica terá de mergulhar. Para os alemães, estatísticas como posse de bola e a distância percorrida por um jogador em campo são dados “ultrapassados”. “O que se quer saber é a eficiência de um jogador. E não quanto tempo ele fica com a bola no pé”, disse um representante da DFB.
O projeto preocupa os demais países europeus, alarmados com o salto que o centro poderá dar aos alemães. Para especialistas da Uefa, a mudança pode ser da mesma dimensão que a revolução ocorrida nos anos 50, quando seleções adotaram preparadores físicos profissionais.
INTEGRAÇÃO – Um dos objetivos do trabalho integrado é tentar resolver qualquer problema dentro de campo. Um jogador com baixo aproveitamento em finalizações, por exemplo, poderá ter todos seus chutes a gol monitorados por um sistema que entregará relatórios com informações sobre força do chute, curvatura da trajetória da bola e posição do pé do atleta no momento do impacto. Com os dos nas mãos dos treinadores, a aplicação vai para o gramado e, para a federação, o caminho para a melhora se torna natural.
“A estrutura está sendo pensada para garantir que nossos melhores jogadores e nossas melhores mentes encontrem as melhores condições para trabalho”, afirma o presidente da federação alemã, Reinhard Grindel. “O resultado será o destaque no futuro, e muitos títulos para a Alemanha. Isso também via impulsionar o futuro, já que, quando um time joga com sucesso, as crianças e jovens passam a emular seus ídolos.”
Joachim Löw, o treinador da seleção alemã, acompanha de perto o desenvolvimento do projeto da Academia DFB. “A Academia será onde desenvolveremos jovens atletas e ideias para nosso futebol. O design, seus campos e áreas verdes dão uma ideia do que pode acontecer lá”, disse em carta aos moradores de Frankfurt.  
O projeto, que a federação espera poder inaugurar em 2020, tenta atrair a atenção de empresas de tecnologia ao redor do mundo. No início deste mês, o diretor de projetos da DFB, Oliver Bierhoff, esteve na Califórnia visitando empresas do setor. “O intercâmbio é fundamental para que possamos manter as parcerias existentes e, ao mesmo tempo, obter novos insights. Digitalização, inovação e pesquisa estão se tornando cada vez mais importantes no esporte de primeira classe, e é isso que queremos”, disse Bierhoff.

UM NOVO, MAS CRÍVEL FUTEBOL

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Foto: Divulgação
Por: Benê Lima

O jogo desta terça, 27/03/2018, entre Brasil e Alemanha serviu para mostrar a quem ainda não enxergava, que o Brasil é um time que adquiriu sua mais tática postura em sua história.

Além da técnica individual de seus jogadores que não é a maior de todas, mas que está entre as melhores, a organização coletiva da equipe de Tite é algo a ser destacado.

Tais qualidades precisam ser entendidas dentro de uma nova configuração e estratificação das forças do futebol no planeta, que mostra o Brasil como uma dessas forças, mas não mais como no passado.

A Alemanha foi o maior dentre os adversários da nossa Seleção até aqui, e as razões para isso devem ser compreendidas mais pela qualidade do futebol alemão, e menos por uma única Seleção Alemã.

Os alemães conseguiram de tal forma estabelecer um padrão técnico, tático e físico para seu jogo, que quase não faz diferença se eles atuam com o primeiro ou segundo time, dado a desenvoltura de seus jogadores, mais do que a de sua Seleção Principal.

Pudemos assistir no confronto entre brasileiros e alemães, o mais alto nível defensivo já visto entre duas seleções. A Alemanha resistiu à técnica dos jogadores de frente do Brasil, e este resistiu à extraordinária pressão do jogo ofensivo dos jogadores alemães, movidos especialmente pela fundamentação técnica e tática de seus meio-campistas e laterais.

Até mesmo as jogadas aéreas da Seleção Alemã, verdadeira bateria, foram contidas pela defesa brasileira, que teve na dupla Thiago Silva e Miranda seu ponto alto. Vale uma menção ao goleiro Alisson, que se tem mostrado cada vez mais técnico e maduro.

Para quem sabe apreciar, ver os jogadores Gabriel Jesus e Philippe Coutinho transformarem-se em "leões táticos" em prol da equipe é uma situação relevante para fazermos de nossa Seleção um verdadeiro time, em que a cooperação se sobrepõe a quaisquer veleidades.

Portanto,ninguém ganha uma Copa antecipadamente, mas sem dúvida a Seleção Brasileira é uma séria candidata à conquista de um Mundial em que não há um favorito destacado.
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(Benê Lima, Cronista Esportivo, Rosacruz e Humanista)

quarta-feira, março 21, 2018

Reflexões que nunca acabam sobre o futebol de base

Universidade do Futebol
Discutir o futebol formativo virou algo corriqueiro e habitual por aqui. É uma tarefa instigante e reflexiva e não podemos negar que evoluiu alguns debates. Agora, quem sabe, a forma como esse processo é discutido e por quem é debatido, é que precisa ser ajustada e melhorada.
Estamos ainda longe para que o futebol de base compreenda sua verdadeira face, singularidade e significado transcendente de formar jogadores e equipes. O caminho ainda está confuso e sem placas sinalizadoras.
Desgosta saber que indicadores internos e indicadores externos diagnosticados com frequência são negligenciados por vários fatores e interesses particulares. Eles ajudariam na construção de um cenário evolutivo e de um jogar com qualidade, e poderiam fazer parte corriqueiramente dos entornos diários particulares dos detalhes.



O que foi citado acima, que é um pouco do que acontece no Brasil, é um despojado reflexo e exemplo de um futebol de base hostil e superficial.
Então, como defender perante um grupo de jogadores uma aprendizagem intencional, significativa, que desenvolva aspectos relevantes e o verdadeiro jogar do futebol, visto que o sistema futebol culturalmente poluído está desorientado, não sabe o que quer, para aonde vai e qual a razão de ir? Sejamos otimistas, pensando melhor, esse reflexo de problemas culturais que gerou mentalidades e modelos ditos como únicos e verdadeiros, ainda pode ser suplantado, correto?
O que nos resta agora é tentar compreender todos esses elementos acima levantados, que são rotineiros, e clarear possíveis reparos com as reflexões vistas.
Quando se trata de formação, temos que lembrar que acima de tudo, está sendo formado um ser humano, que deve obter princípios de vida que o torne sólido para enfrentar as dificuldades do dia a dia e do jogo em qualquer instante. Devemos transmitir aspectos ou critérios, com uma ideia operacional clara e significativa, para que o jogador perceba o elo intenso que liga o seu jogo no jogo coletivo, sua vida correta e com caráter na vida coletiva. Fundamentalmente é entender que a unidade humana-futebolística deve ser um fio que forma outros fios todo o tempo.

quinta-feira, março 08, 2018

Globo se vinga dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo


Cosme Rímoli

Globo se vinga dos rebeldes. Usa o poder do monopólio. E o CADE se cala

Vingança.
Pura e simples. 
Com o estranho silêncio do CADE.
Para quem não é familiar com a sigla, vale detalhá-la. Se trata do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça, que tem como objetivo orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico.
Criado em 1962 pelo presidente João Goulart, inspirado em órgãos parecidos dos Estados Unidos e na Europa, a missão do CADE é garantir a livre concorrência entre as empresas. Preservar os consumidores. Evitar cartéis de empresas que combinam preços. Ou monopólios sobre qualquer produto ou serviço.
O futebol sempre foi um produto que o CADE ameaçou interferir e, na prática, pode fazer. A TV Globo mantém o domínio do esporte no país desde os tempos da Ditadura Militar. Com profunda ligação com a CBD e depois CBF, a emissora carioca conseguiu também o domínio das Copas do Mundo. A ponto de as duas próximas, a Fifa não ter nem aberto concorrência, já avisou que são da Globo.
O cenário seguia no marasmo, até que grandes grupos acordaram para a força financeira do futebol na América Latina. O grupo Fox investiu pesado e comprou os direitos da Libertadores, acabando com privilégios da Globo. A emissora viu se tornar rotina a concorrente mostrar jogos do Flamengo e do Corinthians de forma exclusiva. Sem poder reagir. 
capitalismo selvagem segue imperando e a Disney comprou o grupo Fox por US$ 52 bilhões, R$ 167 bilhões. Ninguém sabe o que acontecerá com a Fox Sports, por exemplo. A emissora tem eventos comprados até o final deste ano. Depois, é uma incógnita.
Mas a Globo não tem nem como comemorar o enfraquecimento da concorrência. O grupo Time Warner, dono de um conglomerado gigantesco de mídias, aportou no Brasil. Uma de suas ramificações, o grupo Turner comprou o Esporte Interativo. O que já era poderoso se tornou incrível, com a fusão com a AT&T. Acordo para mais de US$ 300 bilhões, cerca de R$ 967 bilhões.
O governo americano entrou com um processo questionando se a união das empresas não seria prejudicial ao consumidor. O resultado da questão só em março de 2019.
Mas enquanto isso não acontece, bastou o dinheiro da Turner, que foi incorporada pela Warner, que está para ser incorporada pela AT&T. E a Globo teve o seu maior revés. A derrota inesperada.
Trabalhando em silêncio, negociando diretamente com os clubes, o Esporte Interativo conseguiu convencer 17 equipes a vender os direitos de transmissão por cabo, dos Brasileiros de 2019 a 2024. Foram 17 clubes a virarem as costas para o canal fechado da Globo, o Sportv. 
Da Série A, Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia e Atlético Paranaense. 
José Carlos Peres cedeu. E aceitou assinar com a Globo ganhando 20% a menos

José Carlos Peres cedeu. E aceitou assinar com a Globo ganhando 20% a menos

Santos FC
Estes clubes decidiram formar um grupo para renovar em conjunto com a Globo na tevê aberta e no pay-per-view. Os dirigentes tinham certeza que a Globo iria se vingar, buscar represália.
Tanto que ela se efetivou.
A emissora carioca decidiu oferecer 20% a menos do que pagava na tevê aberta. E cerca de 5,27% por partida transmitida no pay-per-view.  
Uma lição aos rebeldes.
Só que havia ainda a possibilidade de a tevê, mesmo comprandos direitos dos jogos, evitar mostrar os clubes na aberta. O que prejudicaria diretamente a negociação com os patrocinadores.
Modesto Roma estava disposto a enfrentar a Globo. Mas o novo presidente José Carlos Peres, não. E rompeu o acordo com Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia e Atlético Paranaense. Aceitou ganhar menos. E enfraqueceu o bloco. Houve enorme decepção com o dirigente por parte dos outros 'rebeldes'. Justo o Santos que é o clube com menos transmissão entre os grandes em São Paulo, há anos e anos. A ponto de sua torcida boicotar a emissora carioca.
A direção do Palmeiras é a mais revoltada com a vingança da Globo. Como o time está muito bem financeiramente, busca até alternativas para tentar mostrar seus jogos, de forma independente. Analisa um canal só seu, pago no youtube. Com uma equipe de transmissão formada por narradores, comentaristas e repórteres assumidamente palmeirenses. Não quer ficar 'de joelhos' para a dona do monopólio na tevê aberta.

O Esporte Interativo tenta compensar os clubes que não assinarem com a Globo na aberta. O primeiro passo seria pagar para mostrar seus jogos em antenas parabólicas. Mas canais no youtube também estão sendo estudados.  
O que impressiona é a postura passiva do CADE.
Dona do monopólio do futebol, a Globo faz o que quer há décadas. Não tem nem mais a parceria da Band. A emissora paulista se cansou de pagar para a Globo e ser obrigada a mostrar o mesmo jogo da 'co-irmã'.
Sozinha no mercado, a Globo resolveu se vingar. Punir financeiramente quem teve a ousadia de assinar com o concorrente na tevê fechada. Assume que paga 20% a menos na aberta. E 5,27% no pay-per-view.
Mauricio Galiotte, revoltado, busca alternativas para fugir do domínio da Globo

Mauricio Galiotte, revoltado, busca alternativas para fugir do domínio da Globo

Palmeiras/Divulgação
Os clubes buscam alternativas diante da vingança.
O Santos já cedeu.
Virou as costas e enfraqueceu os rebeldes.
E o CADE avisa que não se manifesta.
Não foi aberto nenhum procedimento administrativo.
O órgão silencioso é ligado ao Ministério da Justiça, que também está calado
É inaceitável a maneira que os clubes estão lançados à própria sorte.
Por isso a Globo faz o que quer neste país...