Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

segunda-feira, julho 28, 2014

Operários da Copa no Qatar-2022 trabalham há mais de um ano sem receber

Do UOL, em São Paulo

Visão externa do estádio Al Bayt, palco que receberá uma das semifinais da Copa de 2022, no Qatar

Visão externa do estádio Al Bayt, palco que receberá uma das semifinais da Copa de 2022, no Qatar

Trabalhadores da Índia, do Nepal e do Sri Lanka que  foram ao Qatar para trabalhar nas obras da Copa do Mundo de 2022 não recebem o pagamento faz mais de um ano. Segundo relatos feitos por operários ao jornal britânico The Guardian,  o governo do Qatar deve 13 meses de salários para os funcionários que trabalharam na obra da Torre Bidda, em Doha, popularmente chamada de Torre do Futebol.

A torre abriga escritórios de luxo usados pelos organizadores do Mundial, cada um deles no valor de 2,5 milhões de libras (aproximadamente R$ 9,3 milhões). Os escritórios foram equipados com móveis italianos, vidros jateados e banheiros climatizados pelos trabalhadores cujo pagamento ainda não foi feito.

Segundo o Guardian, o projeto foi encomendado pela empresa Katara Projects, do governo do Qatar, o que levanta, mais uma vez, a questão do comprometimento do país com as leis trabalhistas nas obras da Copa.

Os operários já cobraram os salários do governo, alegando ser incompreensível o atraso, já que os valores são baixos, mas nada foi feito até então. Os trabalhadores recebem, ou deveriam ter recebido, o valor equivalente a R$ 22 por dia, cerca de R$ 660 por mês.

"Não sabemos quanto eles estão gastando com a Copa do Mundo, mas nós precisamos do nosso salário", declarou um operário ao Guardian após perder um ano de pagamento. "Nós estamos trabalhando, mas não recebemos o nosso salário. Governo, empresas: apenas forneçam o dinheiro", completou.

Além disso, os imigrantes trabalham no país de maneira ilegal, já que ficaram sem documentos após a falência da empresa que os contratou, a Lee Trading and Contracting. Com medo de serem presos, eles vivem em quartos apertados, com sete pessoas em cada, e dormem em finos e sujos colchões no chão ou em beliches.

Cinco operários chegaram a ser presos pela polícia do Qatar por não possuírem os documentos que legalizam o trabalho deles no país. A questão foi levantada pela Anistia Internacional ao Primeiro-Ministro do Qatar, mas os estrangeiros continuam presos já que uma ação na Justiça contra a Lee Trading and Contracting não teve sucesso e eles não têm dinheiro para ir ao tribunal recorrer da decisão.

Segundo a Katara Projects, o contrato com a Lee Trading and Contracting foi quebrado assim que descobriram os maus-tratos aos operários e o atraso de salários. A empresa também garante ter ajudado trabalhadores a se repatriarem ou encontrarem novos empregos. "Se há trabalhadores que não foram repatriados, não conseguiram um novo emprego ou não receberam a compensação financeira, nós ficaremos felizes em levantar esforços com o Ministério do Trabalho e com o Ministério do Interior para corrigir a situação", declarou o porta-voz da empresa ao Guardian.

O caso dos trabalhadores da Torre Bidda, porém, não é isolado. Em 2012 e 2013, 70 trabalhadores da Índia, do Nepal e do Sri Lanka morreram por quedas em obras ou por serem atingidos por objetos de construção, 144 morreram em acidentes de trânsito e outros 56 cometeram suicídio, conforme os números do governo do Qatar mostram.

.

domingo, julho 27, 2014

E você, já escolheu o seu lado?

20140727-182549-66349769.jpg

POR PAULO ANDRÉ, do Bom Senso FC

Vou explicar porque sou CONTRA o projeto de lei de responsabilidade fiscal do esporte que propõe parcelar a dívida dos clubes. Do jeito que está, ele exige apenas a apresentação da CND (Certidão Negativa de Débito), uma vez por ano, como garantia “inquestionável” de uma gestão transparente no futebol nacional. Isso é uma vergonha e justifica o desespero dos dirigentes e a pressão da “bancada da bola” para aprová-lo urgentemente, como ficou claro na última sexta feira, quando os presidentes de clubes se encontraram com a Presidente Dilma.

Além disso, dói só de pensar que mais de R$ 4 bilhões sumiram no futebol e nenhuma alma será punida (exceção aos torcedores que são punidos diariamente por verem seus times capengando por aí). No caso específico dos débitos de que trata a LRFE, se o Governo aceitar parcelar a dívida, os dirigentes que cometeram irregularidades não mais poderão ser acionados por crime de apropriação indébita. Traduzindo burramente, se alguém deve dinheiro ao banco e a entidade, sabendo da dificuldade do devedor em quitar a dívida, resolver parcela-la, assunto encerrado. Basta a pessoa cumprir as condições propostas e o pagamento em dia que ninguém poderá acusá-la posteriormente.

Então é essa a discussão que você precisa entender.

Se o Congresso Nacional e a Presidente Dilma, que representam o povo nesse debate, optarem por tomar o caminho de parcelar a dívida e consequentemente isentar os dirigentes pela infração, que a decisão seja tomada pela certeza da GARANTIA de contrapartidas claras e severas, cuja fiscalização seja eficaz e a punição aos clubes e aos dirigentes seja direta.

Não caiam no papo do Sr. Vilson de Andrade, espertalhão, que diz que eles (dirigentes de clubes) defendem uma punição mais dura do que a que propõe o Bom Senso. “90% da proposta deles (jogadores) está incluída na dos clubes. Eles falam em perda de pontos, nós falamos em rebaixamento. Essa é a grande diferença”, disse, com gigantesca cara de pau, o atual presidente do Coritiba. Ele sabe que, do jeito que está, a LRFE não punirá ninguém. Dizer que há severidade em apresentar a CND uma vez por ano para garantir que os clubes que não pagarem em dia as parcelas do “financiamento” sejam rebaixados de divisão é coisa de quem está mal intencionado. E achar que isso é suficiente para moralizar o futebol brasileiro é uma ofensa à inteligência alheia.

Sr. Vilson, cadê o controle de déficit sob pena de punição esportiva? Cadê a garantia do cumprimento dos contratos de trabalho sob pena de punição esportiva? Cadê o limite do custo futebol sob pena de punição esportiva? Cadê a padronização das demonstrações financeiras e a reavaliação do endividamento sob pena de punição esportiva? Cadê o parcelamento da dívida trabalhista já transitada sob pena de punição esportiva? (Desculpe os termos técnicos mas são cinco pontos imprescindíveis, propostos pelo Bom Senso F.C e ausentes no projeto dos clubes).

Ora, chega de enrolação! Tratemos o assunto com a seriedade com que ele deve ser tratado. Vocês são presidentes de clubes de futebol, não estão acima do bem e do mal!

Então, amigo, Secretário do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, temos que correr para quê? “Tem clube que não chega ao final do ano se esse projeto não for aprovado”, disse ele. E daí? Há clubes que estão há sei lá quantos anos se apropriando do IR e INSS de atletas, usando esse dinheiro “sujo” para contratar mais jogadores e aumentar suas dívidas à espera do “perdão” do Governo e somos nós que temos que correr? O clube escocês do Glasgow Rangers, mais vezes campeão nacional no planeta, quebrou, recomeçou na quarta divisão e sua torcida não o abandonou por isso. O Napoli, a Fiorentina e o Racing também.

Se querem moralizar, façam direito. Parem de correr e pensem. Não é isso que se pede aos jogadores “brucutus”? Estamos tratando com alguns dirigentes “brucutus” então chegou a nossa vez de lhes pedir: Parem de correr e pensem. Será que vale tudo nesta terra de ninguém? É preciso restringir a possibilidade de erro, de corrupção e defender melhores práticas de gestão que refletirão diretamente na qualidade do produto final, dos clubes e do espetáculo do futebol brasileiro.

A Presidente e o Congresso Nacional estão entre a cruz e a espada: Ou se apoiam numa possível benção do voto do torcedor apaixonado (desprovido de razão) e deixam passar tudo como está (inclusive via MP – um absurdo), ou se aproveitam da maior oportunidade de se reformar e de se modernizar o futebol brasileiro, optando por incluir as emendas levantadas pelo Bom Senso à LRFE para garantir de verdade uma gestão melhor e mais transparente no nosso futebol. Esta decisão deverá sair esta semana e nós acompanharemos de perto para saber quem está jogando para quem. Que cada um escolha o seu lado, porque o meu, já escolhi.

#

Nós torcemos pelo estatuto do torcedor!














O esporte é um direito de todos e cabe ao Estado elaborar políticas públicas voltadas para a prática esportiva. Assim foi criado o Estatuto do Torcedor. A lei foi idealizada a partir dos exemplos extraídos do futebol, porém tem aplicação em todas as modalidades esportivas profissionais.
O Estatuto do Torcedor(link is external) foi sancionado em maio de 2003 para proteger os interesses dos torcedores, obrigando as instituições responsáveis a estruturarem os esportes de maneira organizada, segura, justa e transparente. O documento teve alterações importantes introduzidas pela Lei 12.299/10(link is external) que o tornou ainda mais moderno e inovador, garantindo aos torcedores, por exemplo,  a possibilidade de  interagir com os organizadores. Para isso foi criado também o “Ouvidor da Competição”, a quem cabe receber propostas inclusive de torcedores sobre o regulamento das competições.
O estatuto trata também sobre a transparência nas competições de futebol ao estabelecer o calendário anual de eventos oficiais e a necessidade de campeonato de pontos corridos no futebol permitindo que as equipes “conheçam, previamente ao seu início, a quantidade de partidas que disputarão, bem como seus adversários.”
Há ainda a disposições que demonstraram coragem e enfrentamento aos grandes times ao establecer que a participação em competições deve obedecer exclusivamente ao critério técnico preestabelecido, impedindo manobras dos grandes clubes para não ir para a segunda divisão.
Os temas relativos à violência nos estádios não deixaram de ser enfrentados. Para garantia da segurança dos torcedores, árbitros e atletas agora há a responsabilização direta das torcidas organizadas e dos administradores dos clubes, não só com relação às práticas de violências físicas como verbais em casos de racismo, xenofobia e discriminação em geral.
Uma das grandes conquistas do Estatuto do Torcedor foi inibir a ação de cambistas e a prática da venda de ingressos por preços maiores do estampado no bilhete. A prática agora é considerada crime com pena de reclusão de 1 a 2 nos e multa.

Fonte:   #MudaMais
Este é um site de apoio à candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Construído com a força e a participação da militância. Um espaço aberto a todos que querem entender e debater os avanços históricos dos últimos 12 anos.

10 maneiras de parecer (e ser) mais inteligente

O jornalista Whitson Gordon reuniu dez maneiras de melhorar o desempenho do seu cérebro

Não importa se o objetivo é sobreviver a uma agenda acadêmica intensa ou apenas parecer mais inteligente na frente dos seus amigos. A questão é que o jornalista Whitson Gordon reuniu dez maneiras de melhorar o desempenho do seu cérebro. Entre as dicas estão ler mais rápido e melhor, focar na sua área de conhecimento e se conversar sozinho.

10. Leia mais rápido e melhor
Obviamente, uma das melhores maneiras de aumentar seu desempenho intelectual é ler mais. Lendo com rapidez você acumulará mais conhecimento. Para acelerar a leitura ocupe a sua boca, faça um lanche ou masque um chiclete. Depois disso, descanse para absorver o que aprendeu.

9. Fale alto (e trabalhe na sua expressão facial)
Quanto mais você contribuir com uma conversa ou reunião, mais inteligente você parecerá ser. Mesmo que isto signifique admitir sua ignorância em alguns assuntos, você ainda mostrará mais conhecimento do que se você permanecer em silêncio. Além disso, você poderá aumentar sua credibilidade através do seu tom de voz. Tente diminuir o número de pausas enquanto fala e mantenha-se confiante.

8. Não acredite em tudo
É possível que quando alguém esteja tentando lhe convencer de algo, recorra a falácias e apele para suas emoções. Você precisa saber detectar as mentiras, para não espalhá-las.

7. Foque naquilo que você sabe
Quando as discussões esquentam com seus amigos, é possível que você tropece em algumas falhas no seu conhecimento. Tudo bem em admitir que não sabe de alguma coisa, mas se você quiser continuar mantendo a aparência de inteligente, enfatize naquilo que você de fato sabe.

6. Exercite-se
Um corpo saudável significa uma mente saudável. Então, além de ler e expandir a mente tenha a certeza que está praticando esportes regularmente e fazendo refeições corretamente. Muitos estudos comprovaram que há uma ligação entre a atividade física e a capacidade intelectual, produtividade e criatividade.

5. Converse sozinho
Falar sozinho pode parecer o comportamento de alguém que esteja enlouquecendo, porém um estudo mostrou que conversar em voz alta com você mesmo pode ajudar a melhorar seu desempenho verbal, além de agilizar tarefas simples como procurar um objeto.

4. Aprenda uma segunda língua
Pessoas que falam uma segunda ou terceira língua já são vistas como mais inteligentes, além disso, são mais propensas a se adaptar e trocar certas tarefas mentais.

3. Realize as tarefas da maneira mais difícil
A tecnologia facilitou as nossas vidas, mas às vezes é melhor fazer as coisas da maneira mais difícil. Por exemplo, o GPS é ótimo para não se perder, mas se você sempre recorrer a ele, nunca aprenderá os caminhos. Realizar as tarefas da maneira mais difícil mantém seu cérebro afiado, então não tenha medo de deixar de lado os facilitadores.

2. Saiba o que não lhe deixará mais inteligente
Existem muitas pesquisas sobre o que te torna mais inteligente, mas é importante saber quais fatores não contribuem para o seu cérebro. Alguns mitos como "a internet emburrece" ou "jogos mentais melhoram o desempenho do cérebro" são uma perda de tempo.

1. Acredite que você pode ser mais inteligente
Estudos mostram que apenas acreditar pode tornar realidade. Assumir que você não é tão bom ainda abrirá a sua mente para aprender coisas novas – assuntos que lhe tornarão mais inteligente.

Fonte: www.administradores.com.br

sábado, julho 26, 2014

Rede de perpetuação do poder torna improváveis mudanças a curto prazo no futebol brasileiro

Afagos a federações de menor expressão e decisões políticas são marcas da entidade que comanda o futebol brasileiro

Rede de perpetuação do poder torna improváveis mudanças a curto prazo no futebol brasileiro Ricardo Stuckert/CBF,Divulgação
Foto: Ricardo Stuckert / CBF,Divulgação
O sopro de renovação para o futebol brasileiro terá de ser um ciclone. Apesar de movimentos como o Bom Senso F. C. – no momento apoiado pelo governo federal – demonstrarem interesse em modernizar o comando do esporte no país, o emaranhado formado por federações estaduais e pela CBF torna improváveis mudanças a curto prazo.
Por trás da desorganização aparente emerge a estrutura que se mantém há anos com um objetivo principal: perpetuar o poder. Na raiz dessa estrutura estão dirigentes como Zeca Xaud. Aos 69 anos, ele está há 40 anos à frente da federação de Roraima. Apesar de absurdo, não deveria ser grande problema para o futebol brasileiro um cartola reinar por quatro décadas na entidade que organiza um campeonato inexpressivo. Mas é: na hora de eleger o presidente da CBF e decidir questões importantes, o voto de Xaud vale o mesmo que o do representante da federação do Rio, por exemplo. E que o dos presidentes de Grêmio e Inter.
Dentro de cada Estado, a relação é semelhante.
— É uma relação feudal. Não interessa mudar ou ter um estadual que favoreça o calendário nacional — aponta o diretor-executivo da Universidade do Futebol, Eduardo Tega.


E essa é a parte escancarada do emaranhado no qual está envolto o esporte que movimenta centenas de milhões de reais todos os anos. Nos escaninhos da CBF – onde quem está dentro não sai e quem está fora quer entrar –, as decisões são tomadas por poucas pessoas que integram um mesmo grupo político, no poder há 25 anos. Apesar de atualmente ter um corpo técnico de qualidade, os mandatários da entidade são eminentemente políticos. E as decisões tomadas, obviamente, também.

Diretor-executivo do Bom Senso, Enrico Ambrogini explica que o movimento defende participação da área técnica da CBF, governo, representantes de executivos, árbitros, treinadores e jogadores em decisões importantes da entidade:
— Marin criou um cargo de vice-presidente, com um salario altíssimo, que ele mesmo que vai ocupar a partir de 2015. E ninguém pode colocar a mão nisso do jeito que está. A CBF, para não sofrer sanções do governo, paga impostos que nem deveria pagar. Como associação sem fins lucrativos, seria isenta de Imposto de Renda, PIS e Cofins, por exemplo. Paga todos para que o governo não diga que há incentivo. Por que será que a CBF faz isso?
Procurada por ZH, a assessoria de imprensa da CBF disse não ser possível, no prazo pedido, um representante da entidade falar sobre os temas tratados nessa reportagem.
Veja como funciona a rede de perpetuação do poder na CBF:
Reprodução

30 anos de poder
1989 – 2012
Casado desde 1972 (teriam um divórcio rumoroso no final da década de 90) com a filha do então presidente da Fifa, João Havelange, Ricardo Teixeira foi eleito presidente da CBF em 1989. Sob seu comando, a Seleção disputou três finais de Copa do Mundo: 1994, 1998 e 2002 – venceu em 94 e 2002. Foi reeleito quatro vezes. Enfraquecido  após uma série de denúncias, renunciou em março de 2012.
— Teixeira assumiu a CBF após a desastrada administração da dupla Octávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, que praticamente quebraram o futebol do país até entregar ao Clube dos 13 a organização da malfadada Copa União (aquela dos módulos Verde e Amarelo), em 1987. Com um discurso de modernização do futebol brasileiro, o pupilo de Havelange teve os mandatos marcados por suspeitas de enriquecimento e de relações impróprias com empresários e patrocinadores – teve de se explicar na chamada CPI da Nike, que investigou o contrato da fornecedora de material esportivo com a CBF. Ao mesmo tempo, deu atenção a Estados com futebol menos prestigiado e aumentou repasses da confederação a federações e clubes.ffdfdfdfdf d fdnfmdf
2012
— Após a saída de Teixeira, em 2012, assumiu o vice-presidente mais velho entre os cinco da entidade, José Maria Marin, representante do Centro-Oeste. Ex-governador de São Paulo no tempo da Ditadura, Marin falou sobre sua administração ao tomar posse. Resumiu em sua fala o que é a CBF:
— Continuidade administrativa. É a continuidade da administração do (ex) presidente Ricardo Teixeira.
2014
— Em abril deste ano, o atual presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, foi eleito presidente da CBF. Ele foi o único candidato à presidência e contou com 44 dos 47 votos possíveis. Del Nero está no comando da FPF desde 2003. O nome da chapa encabeçada por Del Nero, que tem Marin como vice? “Continuidade Administrativa”.
2019
— Del Nero assumirá oficialmente em 2015. Entre seus cinco vices, estará Marin, representando a região Centro Sul. Completam a chapa, o filho de José Sarney, Fernando Sarney (Norte), Delfim Peixoto (Sul), Gustavo Feijó (Nordeste) e Marcus Vicente (Centro-Oeste). Ao fim do mandato de Del Nero, em 2019, serão 30 anos do mesmo grupo no poder da entidade que comanda o futebol brasileiro.

Opinião] BUDAPESTE BUBÔNICA

Victor Martins. É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 9 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e três edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz. 


Vou começar pelo áudio vazado da Globo durante a classificação em que Galvão Bueno, depois do teste de som, dá a seguinte recomendação: “Não vamos especificar tempo, porque, na verdade, ele tá tomando meio segundo desde ontem”. Não é necessária muita inteligência para se concluir que se tratava de Massa, que tomou 0s403 de Bottas no TL2 e 0s546 no TL3 da manhã. Mas a inteligência deveria ser necessária há muito tempo para quem já tem anos e anos na lomba e vê uma situação que é clara na emissora: a falência do modelo de transmissão de apoio a um atleta brasileiro, e evidenciada logo depois do fracasso homérico que a Seleção levou no futebol. Ou de quem vai aproveitar o momento — porque só assim diz — das condições olímpicas do esporte nacional e das 12 medalhas choradas depois de afagar Nuzman e seus tiques e a quens de direitos.

E querem um exemplo claro, em ‘on’, dito na mesma transmissão minúscula do treino de como se controla a informação? Quando Magnussen bateu no Q3, ele foi definido com o seguinte predicado: “Ele é afoito mesmo, ele deixa pra frear depois, como foi naquele caso.” O caso é o acidente da semana passada na primeira curva do GP da Alemanha. Pois eu pergunto a todos: quem é que viu a mínima culpa do dinamarquês no choque com Massa? Ou será que não chegou à TV e a seus produtores que quem foi investigado na semana passada foi Felipe e sua atitude, e não Kevin?

Galvão e a Globo tratam as duas pontas, esporte e público, numa relação que lembra a da ditadura, nacionalista, pacheca, ame-o ou deixe-o, nosso herói. Ou como a avó que cria o neto à base de leite com pera, que defende quando ele pega a bola no meio do jogo só porque está perdendo, que cresce sem saber dar porrada quando preciso.  Esse protetorado cretino se refletiu durante muito tempo sobre o próprio filho do narrador, Cacá, hostilizado muitas das vezes em que ganhava corridas na Stock Car. Cacá não era visto como o baita piloto que é, mas o filho daquele que boa parte do povo rejeitava as papagaiadas e venda de emoções falsas. Porque, com o tempo, o público foi notando que os atletas brasileiros não têm obrigação alguma de nascer com o gene da supremacia absoluta e que o que era falado era uma tentativa de lavagem cerebral, uma lobotomia que não cola. E quando se é, no caso de Cacá no mundo do turismo brasileiro, taxa-se o rótulo da dúvida.

O narrador e sua emissora talvez não tenham se dado conta de que cada passo é vigiado e rastreado nesse mundo de Big Brother em que vivemos. Que erros são descobertos num estalar de cliques e minutos, em Facebooks e Twitters da vida. Que as formas de informação são múltiplas e não se concentram mais neles — e neste ponto, ambos estão atentos demais com os resultados baixíssimos de audiência e as respostas das gentes. Ou que não é necessária muita inteligência, ou que o patamar de inteligência mínima é outro. O sistema que é enfiado goela abaixo já passou do ponto do amadurecimento e está podre, mas as cabeças que se dizem pensantes preferem se alimentar do que não presta mais. A doença acaba sendo natural e se reflete em números.

O telespectador minimamente sóbrio de suas faculdades mentais não quer que Massa seja definido da mesma forma que Galvão rotulou Magnussen, nada de “o cara que não vence há cinco anos”, “ele só larga em sexto”, “puxa vida, que azarado”. Sinceridade e verdade deveriam ser cláusulas pétreas para quem vomita seus princípios editoriais. Quando essa forma de escolher o que dizer, seja por eufemismo ou supressão, vem à tona, quem é enganado entende quem é que está enganado há muito tempo. E exerce seu direito correto de procurar uma outra opção para satisfazer seu gosto.

Em tempo: Massa não tomou meio segundo, mas 0s9 de Bottas, no fim das contas.

sexta-feira, julho 25, 2014

Torcedor “COXINHA” é a salvação do futebol brasileiro

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.

E a Pluri Consultoria segue prestando serviços inestimáveis ao futebol brasileiro. Desta vez a empresa solta relatório falando sobre o percentual de ocupação dos estádios no Brasil e no mundo.

E o resultado é alarmante!

Alemanha e a Inglaterra encabeçam a lista de ocupação dos estádios. Sabem qual é o país que aparece em terceiro lugar? Os EUA.

O Brasil ocupa a 38ª posição no ranking que contém 25 países. E deles, apenas cinco não estão na Europa: além dos EUA, o Japão é 11º, Argentina é o 20º, México 22º e Austrália 25º. 

Aí eu pergunto: não somos o país do futebol? Talvez sejamos, não sei, mas o fato é que o brasileiro não vai ao estádio.

A ocupação dos estádios na Alemanha é de impressionantes 97,7%. Na Inglaterra é de 97,5%. Nos EUA, 90,7%.

Sabem qual é o percentual aqui no Brasil? Ridículos 38,6%.

Segundo a Pluri Consultoria, isso significa nove milhões de ingressos encalhados no Campeonato Brasileiro! Se esses ingressos fossem vendidos (como ocorre na Alemanha e na Inglaterra), gerariam uma receita de R$ 468 milhões aos clubes brasileiros.

A empresa de consultoria esportiva leva em consideração os números do Campeonato Brasileiro de 2013.

Diz o relatório: “Em 2014 os resultados tendem a piorar, já que o público médio do Brasileirão está abaixo de 2013 e a capacidade média dos estádios aumentou, com a entrada das novas arenas”.

O público atual que vai aos estádios no Brasil está estagnado. Não se tem mais de onde tirar gente desta camada social.

O que os clubes têm que fazer é cativar torcedores que aparecem de vez em quando nos estádios, especialmente nos dias de jogos importantes, como decisões de campeonatos.

Ontem, em Belo Horizonte, por exemplo, nada menos do que 54.786 torcedores pagaram ingresso e proporcionaram uma renda de R$ 5.732.930,00 na vitória do Atlético sobre o Lanús por 4-3. A média do ingresso no Mineirão foi de quase R$ 105,00.

Segundo dados da Fifa, a capacidade do estádio é de 58.180. Houve, portanto, ocupação de 94,3% de seus assentos do Mineirão.

Onde fica esse torcedor nos dias de jogos ordinários? Por que eles aparecem apenas nos extraordinários?

Os clubes deveriam buscar resposta para esta pergunta.

Elucidada, os clubes deveriam ir atrás desse torcedor e mostrar para ele que ver o jogo no estádio é um grande barato.

Mas será um grande barato se houver a mesma segurança e organização da Copa do Mundo, por exemplo. No Mundial, o torcedor ia aos estádios em segurança, via as partidas em paz, pois ninguém estava ocupando seu lugar e ninguém via as partidas em pé. Voltava para casa em segurança — e seu automóvel estava onde ele deixou parado, pois bolsões foram criados para isso.

É esse torcedor que os clubes têm que procurar e depois cativar. São os chamados “coxinhas”, apelido jocoso dado por parte da mídia patrulheira e populista.

Encontrado esse torcedor, os clubes têm que fatiar os estádios. Como eles vão fatiar eu não sei, mas sugiro que ingressos a preços populares sejam poucos, equivalente exatamente a média de público das equipes atualmente.

Como diz um trecho do relatório da Pluri Consultoria, “a alta taxa de ocupação dos estádios é fundamental para a viabilidade financeira das arenas e, portanto, do futebol”.

Óbvio; não vê quem não quer ou quer fazer populismo barato às custas da debacle dos clubes e, consequentemente, do futebol brasileiro.

* A foto acima do Maracanã é de Jamie Squire/Getty Images.

quinta-feira, julho 24, 2014

Confira o novo livro "Um calendário de bom senso para o futebol brasileiro"

Obra traz propostas de calendário a serem analisadas pelo Bom Senso Futebol Clube, pelo Futebol do Futuro e pela comunidade do nosso futebol
Luis Filipe Chateaubriand

 

Apresentação

Estávamos no ano de 1.989 e eu, com 19 anos e cursando a faculdade de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escrevi meu primeiro trabalho sobre o calendário do futebol brasileiro. Era um trabalho sobre diversos assuntos relativos ao futebol, dentre os quais o indecente calendário de nosso futebol era o principal. Utilizei os escritos como equivalentes a uma monografia final de curso.

 

Passados quase 25 anos, o sentimento era de tristeza, muita tristeza, pois percebia que nada de essencial mudava no calendário do futebol brasileiro. Escrevi cinco livros a respeito (em 2.000, 2.001, 2.002, 2.009 e 2.011), fui solicitado pela Imprensa para falar a respeito, dei razoável número de entrevistas, escrevi dezenas de artigos opinativos em mídias consagradas, muitos elogiaram os livros, alguns criticaram. Mas, mudanças no cenário, nada muito digno de registro.

Já desiludido, e conformado com a ideia de que nada mudaria, ao final de 2.012 fui convidado para fazer parte de um grupo de pessoas ligadas à gestão do futebol, que se denominou Futebol do Futuro. Era um grupo com quase 20 profissionais da gestão no futebol, que se propunha a fazer uma consultoria gratuita para os entes do futebol brasileiro, sobre como fazer prosperar a atividade (mais detalhes em www.futeboldofuturo.net). Trabalhamos, com afinco, em três assuntos centrais: técnicas para a melhoria do jogo, gestão no futebol (o que incluía tanto aspectos de marketing, como aspectos financeiros) e, obviamente, melhorias para o calendário do futebol brasileiro.

Fiquei encarregado de escrever as três propostas alternativas do grupo ao pífio calendário atual de nosso futebol.

Pouco depois, em 2.013, surgiu um movimento que sacudiu o futebol brasileiro: O Bom Senso Futebol Clube. Também fui convidado a ser colaborador do grupo de jogadores, quanto a assuntos relativos ao calendário, e, assim, ajudei a desenhar a proposta do grupo.

Então, ao longo dos anos de 2.013 e 2.014, ajudei a construir quatro propostas de calendário para o futebol brasileiro: As três do Futebol do Futuro e a do Bom Senso Futebol Clube.

Me sinto honrado de ter participado de tais experiências e acredito que, em todos os casos, construiu-se propostas muitíssimo melhores, mas muito melhores mesmo, do que se tem no calendário do futebol brasileiro atual.

A despeito disso, minha proposta predileta não é nenhuma das quatro que ajudei a desenhar.

 

 

No trabalho que fiz para o Bom Senso Futebol Clube, minha alçada de decisão não era tão ampla. Não estou me queixando disso: Se o movimento é do grupo de jogadores, a proposta tem que ser deles, não minha. Meu papel era o de dar contornos mais específicos ao que era decidido de forma mais genérica. As grandes ideias foram a criação de Copas Estaduais no lugar dos Campeonatos Estaduais, enxugando-se o calendário, e a criação de cinco séries para o Campeonato Brasileiro, permitindo a ocupação de todos os clubes profissionais ao longo do ano inteiro.

Diga-se, de passagem, que as lideranças do Bom Senso Futebol Clube são muito abertas a sugestões e, assim, muitas vezes, o que propus acabou sendo aceito pelo grupo. Outras vezes, isso não aconteceu. Como deveria ser: Sou colaborador do projeto, não dono do projeto.

Tenho certeza que meus amigos do Bom Senso Futebol Clube estão abertos a analisar propostas que julguem aceitáveis. E escrevo este documento para lhes trazer uma reflexão a respeito – que, tenho certeza, é bem-vinda.

No Futebol do Futuro, também tive autonomia para defender o que julgava apropriado, amplamente. Mas sempre tive ciência que, ali, meu papel era redigir o que o grupo decidisse, e não fazer valer minha proposta, para o grupo endossá-la. Quando fazemos parte de uma equipe, temos que jogar de acordo com o que a equipe deseja, e nos adaptarmos a ela.

O grupo Futebol do Futuro decidiu trabalhar com três cenários alternativos de calendário, independentemente se com adequação, ou não, ao calendário do futebol europeu. Em um dos cenários, os Campeonatos Estaduais passavam a ser divisões menores do Campeonato Brasileiro, jogados simultaneamente a estes. Em outro cenário, os Campeonatos Estaduais eram mantidos, mas apenas com dez datas. Em mais um cenário, os Campeonatos Regionais é que tinham dez datas, com os Campeonatos Estaduais sendo divisões menores destes.

Os amigos do Futebol do Futuro estão abertos a analisar boas propostas e perpassá-las à comunidade do futebol, também confio nisto. Também os convido, assim, a refletirem sobre o que neste documento se propõe.

Fiquei muito honrado por participar de projetos das notáveis Instituições, foram oportunidades profissionais incríveis. Contudo, devo dizer que as quatro propostas de calendário que ajudei a construir são muitos boas, bem melhores do que se tem, mas não são a minha proposta preferida.

Minha proposta preferida é a que eu escrevo no presente livro. Um calendário que, em minha visão, e que gostaria de compartilhar com os leitores desta obra, é a solução para fazer, como eu já dizia em meus livros de 2.009 e de 2.011, os clubes grandes jogarem menos, os clubes pequenos jogarem mais, e todos eles jogaram ao longo de toda a temporada anual.

Independentemente das quatro propostas que ajudei a construir, e de outras que temos à disposição (como as dos meus amigos João Henrique Areias e Amir Somoggi, por exemplo), o calendário do futebol brasileiro continua sendo muito ruim. É acreditando na ideia de que estamos longe de ter um calendário ao menos razoável que escrevo este novo documento. Melhorar é preciso!

Continuo alimentando a esperança de que, algum dia, o futebol brasileiro terá um bom calendário. É na pretensão de ajudar a construí-lo que escrevo este novo livro.

ARQUIVO

 .